quarta-feira, 14 outubro 2026

Panu di Téra elevado a Património Cultural Imaterial Nacional

A classificação abrange todas as suas dimensões e modelos – txan, bitxu ou dóbra – valorizando a complexa cadeia operatória conduzida pelo tecelão, numa prática ancestral transmitida de geração em geração.

A consagração oficial do Panu di Téra como Património Cultural Imaterial Nacional decorre ao abrigo da Lei n.º 85/IX/2020, de 20 de Abril, e da Constituição da República, afirmando-se como um marco na valorização da herança cultural cabo-verdiana.

De acordo com o diploma, a medida enquadra-se no processo de inventariação, estudo e protecção do património cultural de Cabo Verde, desenvolvido por diferentes políticas e projectos que visam a sua salvaguarda, o reforço da identidade cultural nacional e a transmissão deste legado às futuras gerações.

O Património Cultural Imaterial, regulamentado pela Convenção da Unesco de 2003, integra práticas, expressões, conhecimentos e técnicas que abrangem desde tradições orais e rituais até artes do espetáculo e artesanato tradicional.

O Panu di Téra enquadra-se neste último domínio, reflectindo a criatividade, resistência e resiliência de um povo que, desde o século XVI, perpetua a sua tecelagem como expressão de identidade cultural.

Historicamente, o tecido assumiu valor socioeconómico, cultural e simbólico, utilizado sobretudo pelas mulheres como peça de vestuário, adorno, suporte para transportar crianças e em práticas sociais e crenças.

A sua continuidade foi assegurada tanto por linhagens de grandes tecelões como por mulheres de famílias abastadas.

“Mais do que um tecido, o Panu di Téra é hoje reconhecido como símbolo de identidade, resistência e criatividade de Cabo Verde, fortalecendo o sentimento de pertença nacional e enaltecendo as comunidades que mantêm viva esta tradição”, afirma o Ministério da Cultura.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
7 dias atrás

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jcf
9 dias atrás

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joão do rosário
11 dias atrás

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