quinta-feira, 15 outubro 2026

São Vicente/Chuvas: Augusto Neves aponta falta de equipamentos como maior entrave para resolução do problema de esgotos

O autarca falava à imprensa após um encontro com o presidente da Câmara Municipal do Porto (Portugal), que foi ainda acompanhado pelo secretário-geral da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), Luís Campos Ferreira, e pelo embaixador de Portugal, João Luís Neves.

Segundo a mesma fonte, já se está numa “fase bastante avançada” da limpeza grossa da cidade e dos bairros e vai-se seguir para uma fase de limpeza mais fina.

Mas, acrescentou, ainda resta a preocupação com os esgotos, com a edilidade a enfrentar dificuldades com os equipamentos.

“Esses equipamentos não são fáceis, teremos que aproveitar essas câmaras que têm essas empresas que irão nos enviar já carros prontos, usados, porque encomendar um carro desse tipo demora um ano, um ano e meio”, explicou Augusto Neves, que espera ter a situação resolvida nos próximos tempos.

Contudo, admitiu ser preciso fazer um “trabalho profundo” porque a rede de esgoto está cheia de terra e areia, que facilita ainda mais o entupimento.

Questionado pela Inforpress, sobre o esgoto que tem dado as boas-vindas às pessoas à entrada do cais de passageiros, no Porto Grande do Mindelo, o autarca disse ser um problema que “não se limita às chuvas”.

Conforme a mesma fonte, o referido sistema começou essa situação desde a construção do Terminal de Cruzeiros.

“É outra história, mas esse não é problema de esgoto da chuva, já estava com problema antes, mas nós vamos resolvendo também e já conversamos com a Enapor para uma solução para essa zona”, elucidou Augusto Neves, adiantando que a câmara municipal aconselhou a construtora a fazer um trabalho diferente nesse esgoto, “mas não foi ouvida”.

Referindo-se a outras preocupações, asseverou que a edilidade tem pressa em resolver o problema das vendedeiras do Mercado da Praça Estrela, que deverá estar pronto dentro de duas semanas.

A tempestade Erin, ocorrida na madrugada do dia 11 de Agosto, inundou bairros, destruiu estradas e estabelecimentos comerciais, afectou o abastecimento de energia e água e provocou nove mortos, havendo ainda duas pessoas desaparecidas e vários desalojados.

Na sequência, o Governo decretou situação de calamidade por seis meses em São Vicente, Porto Novo (Santo Antão) e nos concelhos de São Nicolau, outros dos pontos do país afectados.

Foi aprovado um plano de resposta com apoios de emergência às famílias e actividades económicas, incluindo linhas de crédito bonificadas e verbas a fundo perdido, financiadas pelo Fundo Nacional de Emergência e pelo Fundo Soberano de Emergência, criado em 2019.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
7 dias atrás

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jcf
9 dias atrás

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joão do rosário
11 dias atrás

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