sexta-feira, 16 outubro 2026

Ex-director Nacional da Saúde alerta para risco à credibilidade caso País descuide da luta contra o paludismo

Este especialista em saúde pública falava em declarações à imprensa, no final de um encontro com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, acompanhado do ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, no âmbito do  processo de auscultação de entidades nacionais e internacionais sobre a situação sanitária da capital.

Artur Correia enfatizou que o Certificado de País Livre do Paludismo é uma conquista significativa que deve ser preservada com muito empenho e vigilância, salientando que no quesito da saúde pública, a questão do lixo e do saneamento na Cidade da Praia é um dos pontos mais críticos. 

“Há uma responsabilidade acrescida do conselho da Praia, em termos do Governo e da Câmara Municipal, para garantir que Cabo Verde, portanto, diminui os riscos de transmissão de doenças vectoriais”, declarou, frisando que há sempre o risco de reintrodução da doença. 

Segundo o especialista, a maior parte das epidemias que aconteceram em Cabo Verde começaram na Praia, como a epidemia de cólera, zika, e do paludismo em 2017.

Daí que, para Artur Correia, é um trabalho que deve ser feito não apenas pelo Ministério da Saúde, que tem o dever de ocupar das questões sanitárias, de diagnóstico, tratamento e medidas de luta anti-vectorial, como pulverização, mas também envolver a participação da sociedade, as autoridades, edilidade e toda a equipa responsável pelas questões ambientais.

 “É fundamental para Cabo Verde que o concelho da Praia seja um concelho com salubridade porque tem implicações a nível da imagem do País e a nível sanitário”, apontou, indicando a necessidade de “mudar de chip”.

Para o ex-director, o trabalho conjunto entre Governo, parceiros, instituições de saúde e a comunidade é o caminho para manter os avanços e continuar a proteger a população cabo-verdiana de doenças transmitidas por vectores. 

O alerta surge num momento em que Cabo Verde tem vindo a contar com apoio de organismos internacionais, como o Fundo Global, para reforçar os programas de prevenção, vigilância e controlo do paludismo e outras doenças.

O processo de auscultação estende-se com o presidente da Pró-Praia, José Costa Pina, o bastonário da Ordem dos Médicos, Francisco Barbosa Amado, e o representante da OMS em Cabo Verde, Ann Lindstrand.

O intuito é recolher contributos, identificar medidas prioritárias e reforçar a coordenação entre o Governo, parceiros internacionais, profissionais de saúde e sociedade civil, no sentido de garantir uma resposta eficaz e sustentável aos desafios da saúde pública relacionados com doenças transmitidas por vetores.

 

A Semana com Inforpress

Colunistas

Efrem Soares
Efrem Soares
06 Oct. 2026
Cabo Verde: liderança, mérito e prestação de...
  Ao fazer uma reflexão retrospetiva sobre os percursos de...
Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
10 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
12 dias atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport