quinta-feira, 15 outubro 2026

Maio: Encontro com emigrantes destaca constrangimentos nas alfândegas e no transporte aéreo como principais problemas

As questões foram levantadas durante um encontro promovido pela Câmara Municipal do Maio na sexta-feira à noite, com o objectivo de debater as dificuldades vividas pelos maienses fora do país.

José Adrião, emigrante na Holanda, destacou à imprensa os entraves no sector aduaneiro, denunciando os “preços abusivos” cobrados para o envio de encomendas.

“As alfândegas estão a cobrar valores abusivos, o que condiciona a nossa contribuição para o país. Muitas pessoas desistem porque o levantamento das encomendas custa mais caro do que os próprios produtos”, apontou.

No mesmo sentido, o emigrante Reli, também residente na Holanda, acrescentou que os custos cobrados pelos transitários são igualmente preocupantes.

“O envio de encomendas de Roterdão para a cidade da Praia sai mais barato do que de Santiago para o Maio. Não se compreende esta situação. É preciso que as autoridades deem atenção a este aspecto”, reforçou.

Outra preocupação partilhada pelos emigrantes foi a falta de fiabilidade do transporte aéreo interilhas, que, segundo José Adrião, cria “medo e incerteza” quanto à ligação com os voos internacionais e dificulta as visitas ao país.

De acordo com os participantes, estes problemas, somados à burocracia e à "lentidão das empresas", travam o investimento da diáspora na ilha.

Em resposta, o presidente da Câmara Municipal do Maio, Valdino Rely Brito, garantiu que o gabinete de emigração e comunidades emigradas está a trabalhar para minimizar estes problemas.

“Estamos a reestruturar o gabinete de emigração, criando uma plataforma digital que permitirá acelerar processos. Está em fase de finalização e permitirá que qualquer emigrante, mesmo à distância, possa aceder aos serviços da câmara e esclarecer dúvidas”, explicou, sublinhando o papel essencial da diáspora na economia nacional.

O encontro contou ainda com a participação de responsáveis de entidades como a Alfândega, Pró-Empresa e instituições bancárias, que manifestaram o desejo de aprofundar o conhecimento sobre o “real contributo” da emigração para a economia do país.

A Semanacom Inforpress

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Comentários

joão do rosário
7 dias atrás

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jcf
9 dias atrás

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joão do rosário
11 dias atrás

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