De acordo com os resultados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), o Indicador de Confiança no Consumidor manteve a tendência negativa registada no último trimestre de 2024, situando-se abaixo da média da série, reflectindo um “abrandamento da confiança” das famílias em relação à economia do país.
As perspetivas para o futuro “são pessimistas”, já que os inquiridos acreditam que tanto a situação económica do país como a situação financeira das famílias irão evoluir negativamente ao longo do próximo ano.
Esta perceção surge num contexto em que os consumidores apontam, ainda, o aumento dos preços e do desemprego nos últimos 12 meses.
No que se refere à poupança, 64,6 por cento (%) dos entrevistados afirmaram que a actual conjuntura económica não permite poupar.
Apesar de expressivo, este número representa uma melhoria em relação aos 88,1 % registados no mesmo período de 2024.
Por outro lado, 10,5 % dos inquiridos acreditam ser possível poupar, um ligeiro aumento face aos 9,3 % do trimestre homólogo.
Relativamente à intenção de consumo, cerca de 84 % dos inquiridos descartam a compra de um automóvel nos próximos dois anos, uma diminuição de 10,3 pontos percentuais face a 2024.
Em contraste, 18,2 % disseram que “provavelmente sim” pretendem comprar ou construir uma casa, quase o triplo dos 6,3 % registados no primeiro trimestre do ano passado.
O inquérito de conjuntura no consumidor, de natureza qualitativa, é realizado nas ilhas de Santiago - concelhos da Praia e de Santa Catarina - São Vicente e Sal.
Os dados são recolhidos trimestralmente e permitem avaliar a perceção das famílias sobre a economia nacional e o seu comportamento de consumo e poupança no curto prazo.
A Semana com Inforpress

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