domingo, 18 outubro 2026

MNE israelita avisa que reconhecimento de Estado palestiniano terá resposta

“Qualquer tentativa de reconhecimento unilateral (...) só prejudicará as perspetivas futuras de um processo bilateral e levar-nos-á a tomar medidas unilaterais de resposta”, disse Saar após uma reunião com o seu homólogo alemão, Johann Wadephul, em Jerusalém.

A Alemanha defende o princípio de uma solução de dois Estados com reconhecimento bilateral dos Estados israelita e palestiniano.

“A perspetiva de uma solução de dois Estados é a melhor hipótese para israelitas e palestinianos viverem em paz, segurança e dignidade, e isso não deve ser prejudicado pelo avanço da construção ilegal de colonatos ou pelo reconhecimento prematuro de um Estado palestiniano”, observou Wadephul.

Quase 150 países já reconhecem o Estado palestiniano, tendo os mais recentes – em maio e junho de 2024 - sido a Espanha, a Irlanda, a Noruega e a Eslovénia.

A França e a Arábia Saudita deverão copresidir, no próximo mês, uma conferência internacional nas Nações Unidas para relançar a solução de dois Estados para a Palestina e Israel.

O Presidente francês reconheceu que espera que nessa altura “se desencadeie uma série de reconhecimentos” do Estado palestiniano, nomeadamente pela França, mas também por Israel e por outros países do mundo árabe-muçulmano.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e vários ministros do seu Governo, um dos mais ultranacionalistas da história do país, têm declarado repetidamente, nos últimos meses, que se opõem ao estabelecimento de um Estado palestiniano.

Para eles, isso equivaleria, como reiterou o ministro dos Negócios Estrangeiros hoje, a “recompensar o terrorismo do Hamas”.

A guerra em Gaza foi desencadeada por um ataque, em 07 de outubro de 2023, do movimento islamita palestiniano Hamas, que resultou na morte de 1.218 pessoas do lado israelita, a maioria das quais civis, de acordo com dados oficiais.

A campanha de represália israelita fez pelo menos 52.829 mortos na Faixa de Gaza, a maioria dos quais também civis, de acordo com dados do Ministério da Saúde do Hamas, considerados fiáveis pela ONU.

Das 251 pessoas raptadas nesse dia, 58 continuam detidas em Gaza, incluindo 34 declaradas mortas pelo exército israelita.

A Semana com Lusa 

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Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

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jcf
12 dias atrás

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joão do rosário
14 dias atrás

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