sábado, 17 outubro 2026

China condena "absurdo total" dos EUA após novas sanções por trabalho forçado dos uigures

Os uigures são o principal grupo étnico de Xinjiang (noroeste da China), uma região há muito atingida por ataques sangrentos atribuídos pelas autoridades a islamistas e separatistas.

Em nome da luta antiterrorista, a China lançou uma vasta campanha de segurança neste território. Segundo organizações de defesa dos Direitos Humanos, os uigures são vítimas de trabalhos forçados.

Na terça-feira, os Estados Unidos anunciaram novas restrições comerciais contra 37 empresas chinesas, principalmente nos setores dos têxteis, da energia e dos minerais críticos. Estas empresas são acusadas de violações dos direitos humanos, nomeadamente contra os uigures.

“Estas acusações de trabalho forçado são completamente absurdas. Os Estados Unidos fabricaram e implementaram leis maliciosas sobre Xinjiang com base em mentiras”, disse Guo Jiakun, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

“Tudo isto é feito com o objetivo de interferir nos assuntos internos da China, prejudicar os interesses da China e travar e reprimir o desenvolvimento da China”, disse Guo Jiakun em conferência de imprensa.

Uma lei aprovada pelo Congresso dos EUA em dezembro de 2021 proíbe todas as importações de produtos de Xinjiang, a menos que as empresas da região possam provar que a sua produção não envolve trabalho forçado.

Estas restrições exigem que as empresas norte-americanas sejam titulares de uma licença se pretenderem vender produtos às empresas visadas e proíbem estas últimas de exportar para os Estados Unidos, quer direta quer indiretamente.

Na sequência do novo aditamento, a lista dos Estados Unidos inclui agora 144 empresas.

A maioria das empresas visadas são empresas têxteis especializadas no cultivo e produção de algodão, uma das principais matérias-primas de Xinjiang.

“A China adotará medidas firmes para salvaguardar resolutamente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas”, afirmou Guo Jiakun.

Pequim é também acusada, desde há vários anos, de internar mais de um milhão de uigures e membros de outras minorias muçulmanas em Xinjiang.

A China nega este número e refere-se a “centros de formação profissional” destinados a combater a radicalização islâmica.

A Semana com Lusa

Colunistas

Efrem Soares
Efrem Soares
06 Oct. 2026
Cabo Verde: liderança, mérito e prestação de...
  Ao fazer uma reflexão retrospetiva sobre os percursos de...
Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
11 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
14 dias atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport