sexta-feira, 16 outubro 2026

Xi Jinping apela à “paz mundial” em mensagem de Ano Novo dirigida a Putin

 "Independentemente da evolução da situação internacional, a China continuará firmemente empenhada em aprofundar de forma abrangente as suas reformas, promover a modernização ao estilo chinês e contribuir para a paz mundial", afirmou Xi Jinping.

Xi destacou ainda as relações "maduras e estáveis" entre a China e a Rússia.

 

Apesar de vivermos num "século de mudanças aceleradas e de uma situação internacional volátil", as relações entre Pequim e Moscovo "avançaram sempre de mãos dadas no caminho correto do não alinhamento, não confrontação e sem atacar terceiros", assegurou Xi, citado pela agência de notícias oficial Xinhua.

 

O líder chinês recordou os três encontros presenciais que manteve com Putin este ano e os progressos realizados no sentido de reforçar a "confiança política mútua e a cooperação estratégica" entre Pequim e Moscovo.

"O laço de amizade sincera entre os dois países foi ainda mais reforçado", sublinhou Xi, acrescentando que as duas partes "alcançaram um amplo consenso" e "deram importantes contribuições para a promoção da solidariedade e da cooperação entre o `Sul Global`".

O Presidente chinês manifestou esperança de "continuar a manter contactos estreitos" com Putin em 2025 e indicou que "independentemente da mudança dos ventos internacionais e das nuvens de tempestade", Pequim "promoverá a causa da paz e do desenvolvimento mundiais".

Putin sublinhou a "cooperação entre as duas partes nos domínios do comércio e da economia, da energia, dos transportes, da ciência e da tecnologia", num ano em que se assinalam os 75 anos do estabelecimento de relações diplomáticas entre Pequim e Moscovo.

O líder russo transmitiu a Xi disponibilidade para "manter contactos", para que os dois países "reforcem a sua cooperação e coordenação em plataformas multilaterais", de acordo com a Xinhua.

A coordenação entre a China e a Rússia "não só está em plena consonância com os interesses dos dois povos, como também contribui para a manutenção da segurança e estabilidade internacional e regional", segundo o Presidente russo.

Desde o início do conflito na Ucrânia, a China tem mantido uma posição ambígua, segundo a qual defende o respeito pela "integridade territorial de todos os países", incluindo a Ucrânia, e atenção às "preocupações legítimas de todos os países", referindo-se à Rússia, com a qual aprofundou a sua relação política e comercial nos últimos anos.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
9 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
13 dias atrás

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