terça-feira, 27 outubro 2026

Fundação Mota Gomes: Filha diz que missão é honrar legado do pai e servir Cabo Verde

A filha do recém-falecido geólogo Alberto Mota Gomes, Ana Mota Gomes, disse esta segunda-feira, na Praia, que assumir a liderança da fundação criada pelo pai representa tanto uma missão familiar como um compromisso com a sociedade cabo-verdiana.  

 

Em entrevista à Inforpress, a partir de Coimbra (Portugal), onde reside actualmente, Ana Mota Gomes afirmou que a sua decisão é cumprir a promessa de dar continuidade à instituição, respondendo assim a um pedido que o pai lhe fizera em vida, em 2017, por ocasião da celebração dos seus 40 anos.

Conforme indicou, assume a presidência da Fundação Mota Gomes com o objectivo de alargar as áreas de intervenção da instituição e reforçar o seu contributo para o desenvolvimento da sociedade cabo-verdiana.

“Honrar o enorme legado de Mota Gomes” constitui, segundo a presidente da Fundação, uma das suas principais responsabilidades, tendo como propósito preservar a visão do pai de cuidar da comunidade, marcar a diferença na vida das pessoas e contribuir para o desenvolvimento das ilhas.

Para garantir a continuidade dos ideais, valores e objectivos que estiveram na origem da fundação, Ana Mota Gomes pretende agregar cidadãos com espírito altruísta e vontade de contribuir para o desenvolvimento comunitário.

Ana Mota Gomes considerou que os ensinamentos do pai, particularmente a ética, a resiliência perante os desafios e a capacidade de produzir impacto social real, deverão orientar a sua actuação à frente da instituição.

Relativamente à situação actual da Fundação, explicou que a instituição desenvolveu, durante pelo menos oito anos, trabalhos científicos e relatórios técnicos na área das Geociências, que constituiu o seu principal domínio de actuação.

Reconheceu que a instituição já dispõe de alguns recursos financeiros, humanos e materiais, mas considerou necessário reforçar as condições para assegurar a sustentabilidade financeira e a capacidade operacional da Fundação.

Entre as medidas previstas, apontou a prestação de serviços, a formalização de parcerias com o sector privado e a candidatura a fundos públicos ou a apoios institucionais.

A nova estratégia deverá também incluir mecanismos de governação e fiscalização, nomeadamente, a revisão dos estatutos e a criação de um conselho fiscal, responsável por acompanhar auditorias financeiras e de gestão.

Quanto ao papel que pretende atribuir à Fundação na promoção do desenvolvimento social, cultural e humano de Cabo Verde, Ana Mota Gomes defendeu que as novas áreas de intervenção poderão assumir uma função catalisadora, complementando as iniciativas dos sectores público e privado.

A intenção, sublinhou, é contribuir para uma melhor resposta aos problemas da comunidade, mantendo vivo o legado de Mota Gomes e adaptando a instituição aos desafios actuais e às necessidades de desenvolvimento do país.

Ana Mota Gomes é médica especialista em Medicina do Trabalho no Hospital Universitário de Coimbra.

 

 

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Comentários

joão do rosário
19 dias atrás

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jcf
21 dias atrás

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joão do rosário
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