domingo, 04 outubro 2026

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CAN 2023: Cabo Verde ainda vibrou, mas derrota nos penáltis calou a euforia

A praça na capital cabo-verdiana foi escolhida para a projeção pública do jogo de futebol mais esperado dos últimos tempos no arquipélago, em que Cabo Verde podia alcançar um feito histórico, chegar às meias-finais da (CAN2023), e isso notava-se nas reações à flor da pele, com a multidão entusiasmada de cada vez que os ‘tubarões azuis’ se lançavam num ataque.

Houve palmas em cada canto conquistado, fortes assobios em cada falta, alívio sonoro por cada ‘tiro’ falhado da África do Sul.

Por cada toque na bola havia exaltação na cidade da Praia, onde parecia haver mais tensão no ar do que no estádio, na Costa do Marfim.

Eram altos e baixos de delírio que se tornaram permanentes entre os 30 e 40 minutos da primeira parte, os dez minutos mais loucos de Cabo Verde, com a bola a ameaçar a baliza sul-africana por várias vezes consecutivas.

Crianças e adultos, de todas as idades, gritavam Cabo Verde a plenos pulmões como se tudo dependesse daquela partida.

Chegar ao intervalo sem marcar sabia a pouco e era difícil encontrar alguém entre a multidão que não acreditasse na vitória cabo-verdiana.

“Não marcámos, ainda, mas vamos conseguir”, diziam uns, “nem que seja por um golo, vamos ganhar”, diziam outros.

A meio da segunda parte a Praça do Palmarejo perdeu parte da eletricidade e ficou sem projeção do jogo.

Como à moda antiga, havia o som do relato e uma multidão mais silenciosa, de orelha espetada no ar – ou de olho nos telemóveis.

Muitos deslocaram-se para os cafés e bares das redondezas, onde houvesse uma televisão, mas os golos não surgiram, nem ao fim dos 90 minutos regulamentares, nem depois do prolongamento.

Vieram os penáltis, renovaram-se as esperanças e houve novas emoções fortes, não tanto pelos golos, mas pelos falhanços de parte a parte.

Dos cinco tiros a que cada equipa tinha direito, Cabo Verde converteu um, a África do Sul marcou dois, o suficiente para carimbar a passagem para as meias-finais.

“Parece que não treinaram os penáltis”, referiu Américo, um dos adeptos que ainda assim garante que “valeu a pena” cada momento de nervosismo: a prestação da seleção foi um orgulho.

Ao lado, Ivan Correia já pensa nas próximas competições: “Perder nas grandes penalidades é normal no mundo do futebol. Temos é de estar no próximo CAN e evoluir mais”, realçou.

A Semana com Lusa

03 Fevereiro 2024

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Comentários

joão do rosário
28 dias atrás 6 horas atrás

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jcf
29 dias atrás 23 horas atrás

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joão do rosário
1 dias atrás

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