A terceira e derradeira jornada do Campeonato Africano das Nações de futebol feminino prossegue nesta quinta-feira 06 de Agosto com o encontro entre Cabo Verde e os Camarões.
Cabo Verde vai defrontar os Camarões nesta quinta-feira, 06 de Agosto, num jogo a contar para a derradeira jornada do Grupo D.
Cabo Verde já está eliminado, enquanto os Camarões alcançaram o apuramento para os quartos-de-final.
Recorde-se que na segunda jornada, no Estádio Larbi Zaouli, em Casablanca, em território marroquino, a selecção cabo-verdiana acabou por perder por 3-2 diante do Mali, ficando assim afastada do Campeonato Africano das Nações de futebol feminino, apesar de ainda haver uma jornada por disputar.
Frente ao Mali, as cabo-verdianas entraram bem no encontro e criaram oportunidades, algo que não tinha acontecido com o Gana na primeira jornada.
A jogar de igual para igual, Cabo Verde vai, no entanto, sofrer o primeiro golo da partida apontado pela atacante maliana, Oumou Koné, aos 29 minutos de jogo.
As Tubarões Azuis reagiram e, aos 36 minutos de jogo, Evy Pereira empatou, marcando o primeiro golo da história de Cabo Verde no CAN.
A diferença no encontro fez-se apenas na segunda parte. O Mali, em contra-ataque, conseguiu por duas vezes marcar por Fatoumata Niakaté e por Fatoumata Diarra. Dois golos em que houve a intervenção do VAR (vídeo-árbitro), por possíveis situações irregulares, mas os tentos acabaram por ser validados.
Cabo Verde continuou a procurar reduzir o marcador e foi o que fez aos 88 minutos com um tento de Alivia Kelly.
No entanto, foi insuficiente para evitar a derrota e a eliminação. Cabo Verde está no último lugar, sem nenhum ponto, no grupo D, enquanto Gana e Mali têm três pontos, e defrontam-se na última jornada, enquanto os Camarões lideram com seis pontos e já asseguraram o primeiro lugar e o apuramento para a fase seguinte.
O último jogo de Cabo Verde no CAN será nesta quinta-feira, 06 de Agosto, diante dos Camarões no Estádio Larbi Zaouli, em Casablanca, Marrocos.
A RFI falou com Sandra Soares-Martins, internacional de 26 anos, representou o London Bees, na Inglaterra, durante a temporada 2025/2026. De notar que a atacante cabo-verdiana também já representou, entre outros clubes, o Estoril em Portugal, o Leeds e o Crystal Palace em território inglês.
Ao microfone da RFI, Sandra Soares-Martins, atacante cabo-verdiana, não escondeu a decepção da selecção ser eliminada, mas, por outro lado, estava feliz com a experiência acumulada que poderá servir para o futuro e uma próxima participação.
RFI: O que se pode fazer com análise do jogo frente ao Mali?
Sandra Soares-Martins: O encontro foi infeliz para nós, porque, às vezes, o futebol é feito de pequenos detalhes. Eu acho que foi o que aconteceu. Tivemos dois golos infelizes. Mas eu acho que jogámos bem, jogámos com força, jogámos com união e acho que foi o que faltou no jogo contra o Gana (1-0). Mas é uma aprendizagem para nós e para uma equipa que tem menos de oito anos. Ainda não ganhámos, se calhar, nunca sabemos contra os Camarões. Eu estou contente com toda a equipa.
Conseguiram sempre reagir à vantagem do Mali?
Sim, eu acho que isto demonstra a união, demonstra a garra que nós tínhamos, demonstra a fome que nós tínhamos e eu estou contente. Dói, claro! Dói perder, mas eu estou contente pela ‘performance’ que fizemos como equipa. Muito contente mesmo.
Dois jogos, duas derrotas, ficou assim tão decepcionado?
Sim, são duas derrotas. Mas eu acho nesta derrota frente ao Mali, saímos de cabeça erguida. Podíamos ter feito coisas melhores, mas eu acho que o nosso desempenho foi muito melhor do que contra o Gana. Eu acho que era assim que devíamos ter entrado logo no primeiro jogo. Mas nestas coisas também somos novas. Às vezes, mentalmente, podemos ficar um bocadinho trancadas com momentos de stresse, às vezes, porque estamos perante tantas câmaras, tantas coisas. É uma coisa que ainda temos que nos adaptar.
Em relação à experiência, é o seu primeiro CAN, a primeira vez a representar Cabo Verde na prova, como é?
Excelente. Para mim é podermos representar Cabo Verde inteiro, sentir a força que toda a gente nos apoia e ter sentido isso aqui.
A Semana com RFI

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