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5 de Julho/Sessão solene da AN: Cabo Verde assinala 51 anos de soberania moldada pela resiliência
Cabo Verde assinala este domingo, 05 de Julho, 51 anos de uma soberania profundamente moldada pela resiliência, abrindo um novo ciclo de desenvolvimento focado na transição digital e na economia azul. Como habitual, está prevista, no período de manhã, a sessão solene evocativa da data na Assembleia Nacional, em que, além da nova presidente da Casa Parlamentar Janira Hopffer Almada e representantes do PAICV, do MpD e da UCID, intervirá o Presidente da República, para dirigir a sua tradicional mensagem à nação. Antes disso, José Maria Neves fará a deposição de coroa de flores no Memorial Amilcar Cabral. Já à tarde, o PR tem programado recepçao no Palácio da Presidência. Conforme escreve a Inforpress, se em 2025 o país parou para celebrar o seu histórico cinquentenário, numa festa que juntou chefes de Estado estrangeiros na capital e levou um massivo desfile cívico-militar à Avenida Cidade de Lisboa, na Praia, este domingo entra na casa dos 51 anos de soberania. Mais do que uma efeméride de continuidade, a data marca o “dia seguinte” de um novo ciclo de afirmação global, onde os desafios da insularidade dão lugar à maturidade de um Estado que aprendeu a fazer da escassez a sua maior força. A efeméride, prossegue a mesma fonte, serve para o país projectar o futuro, mas também para refrescar a memória colectiva sobre o percurso de um Estado que ascendeu da categoria de “país improvável” em 1975 para uma das democracias de referência no continente africano. Para os cabo-verdianos, o 05 de Julho representa o “dia maior” da história contemporânea do país, simbolizando o momento em que o povo assumiu os seus próprios destinos após séculos de domínio colonial. Desta que, mais do que uma simples data política, a efeméride celebra o sentimento de orgulho nacional e a capacidade de superação face às recorrentes crises climáticas, secas históricas e à escassez de recursos naturais que marcaram as primeiras décadas de independência. Recorda que, em 2025, as comemorações dos 50 anos foram assinaladas com um programa oficial extenso e descentralizado sob o lema “Cabo Verde: nôs orgulho, nôs futuro”, envolvendo todas as ilhas e as comunidades na diáspora, com conferências internacionais sobre o progresso do país, o lançamento de um selo comemorativo e a abertura de feiras do livro. Os momentos mais marcantes de 2025, que agora servem de referência para a maturidade do Estado aos 51 anos, incluíram a deposição de coroas de flores no memorial Amílcar Cabral, na Praia, e uma sessão solene extraordinária na Assembleia Nacional. Para a mesma fonte, o ponto alto para a população foi o desfile cívico-militar na Avenida Cidade de Lisboa, onde as Forças Armadas e as forças de segurança marcharam lado a lado com desfiles de Tabanca e grupos tradicionais de Batuque, demonstrando a forte apropriação popular da data. O percurso de mais de meio século de independência é avaliado pelas autoridades e analistas como uma trajectória singular e um exemplo de superação no panorama internacional. O país, que em 1975 iniciou a sua caminhada sem recursos naturais, posiciona-se hoje, conforme ainda a Inforpress, com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de nível médio-alto na região e com a perspectiva de atingir o rendimento alto nos próximos anos. Por outro lado, cidadãos de diferentes gerações admitem que, após 51 anos de Independência, Cabo Verde continua a afirmar-se, porém, “não fossem rixas e interesses políticos”, poderia potenciar um desenvolvimento mais “robusto”, permitindo melhores condições e qualidade de vida às pessoas.
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