Zezé di Nha Reinalda anuncia livro com 300 músicas e reflecte sobre papel da música na independência de Cabo Verde

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O cantor e compositor Zezé di Nha Reinalda revelou este sábado  a preparação do lançamento do seu livro que reunirá 300 composições, numa obra que promete marcar a sua carreira e reforçar a herança musical cabo-verdiana.

"Quando sair um livro com 300 músicas interessantes, será uma obra que vai marcar a diferença na minha carreira”, revelou em declarações à Inforpress, na Cidade da Praia.

Sem título ainda definido, avançou que será uma obra “significativa”, resultado de anos de dedicação e criatividade.

"A maior provocação que já tive foi pessoas dizerem que a minha música era delas", confidenciou, sublinhando a importância de proteger o seu legado.

Além do livro, o artista prepara também um novo disco, intitulado provisoriamente de “Cabunismo”, ainda sem data oficial de lançamento, mas disse estar a esforçar-se para que seja ainda este ano.

Zezé di Nha Reinalda é reconhecido não só pelo talento, mas também pelo rigor e disciplina, muitas vezes isolando-se para trabalhar nas suas músicas.

Durante a conversa com a Inforpress, Zezé reflectiu também sobre o papel da música na luta pela independência de Cabo Verde e na formação da identidade nacional.

"A música é uma coisa que alguém faz porque gosta, para alimentar a alma. Mas com o tempo, ela também pode ajudar a unir as pessoas e defender causas que melhoram o mundo", afirmou.

O artista recordou ainda o contributo de músicos como Manuel de Novas, Norberto Tavares e Ney Fernandes, cujas obras ajudaram a enriquecer a cultura musical do país e a fortalecer o espírito de comunidade durante e pós-independência.

Natural do Bairro Craveiro Lopes, na Cidade da Praia, Zezé destacou o local como uma “academia” que moldou o seu percurso, desde os primeiros grupos musicais até à sua carreira consolidada.

"Deus deu-me talento para encantar o mundo. Todas as minhas músicas estão registadas nos direitos de autor e canto para causas como a desigualdade, para que não continuem", acrescentou.

O músico também falou sobre as dificuldades do passado, quando os instrumentos eram caros e o acesso a apoios era limitado, sublinhando que a maior herança que pode deixar são as suas composições, daí a importância do livro.

A Semana com Inforpress

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