terça-feira, 29 setembro 2026

Forte campanha do caju leva Banco Mundial a prever crescimento de 4,7% na Guiné-Bissau

"Os primeiros sinais indiciam uma forte campanha do caju em 2024, o que sustentar um crescimento do Produto Interno Bruto de 4,7%", lê-se no relatório económico da Primavera sobre o país, divulgado pelo Banco Mundial, que aponta para uma expansão menor que os 5% previstos pelo Fundo Monetário Internacional em abril.

A produção de caju, a principal exportação da Guiné-Bissau, "deverá ser forte devido às favoráveis condições climatéricas e aos dividendos resultantes dos investimentos na Agricultura nos últimos anos", acrescenta-se no relatório, em que se salienta que, "ao contrário dos últimos dois anos, as exportações devem melhorar substancialmente devido à autorização de utilização de rotas terrestres para exportação, combatendo o tráfico".

No que diz respeito aos riscos para a economia deste país lusófono africano, o Banco Mundial elenca a instabilidade política, os choques no mercado internacional de caju e as alterações climáticas como os mais importantes.

"A crise constitucional de dezembro de 2023 e a incerteza no calendário eleitoral causaram instabilidade política, dizem os economistas do Banco Mundial, alertando que "a estabilidade é crucial para manter o empenho das autoridades na implementação de um quadro de políticas que incluem a consolidação orçamental e o endividamento prudente, necessários para colocar a dívida pública numa trajetória consistente de redução e atingir a sustentabilidade da dívida a médio prazo".

O parlamento guineense foi dissolvido em 04 de dezembro do ano passado, antes do prazo constitucional previsto, dado que tinha saído das eleições realizadas cerca de seis meses antes e a Lei Fundamental estipula um prazo mínimo de 12 meses.

Após a dissolução do parlamento, por decreto presidencial, o chefe de Estado guineense, Umaro Sissoco Embaló, demitiu o então primeiro-ministro, Geraldo Martins, depois de este recusar formar um Governo de iniciativa presidencial, e nomeou, em substituição, Rui Duarte de Barros.

Esta crise começou a ser desenhada na sequência de confrontos entre militares, nos passados dias 30 de novembro e 01 de dezembro.

Sissoco Embaló classificou esses incidentes de tentativa de golpe de Estado.

Os confrontos ocorreram na sequência da detenção de dois membros do Governo acusados de alegada corrupção no pagamento de dívidas do Estado a empresas.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
22 dias atrás 19 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
24 dias atrás 12 horas atrás

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joão do rosário
26 dias atrás 18 horas atrás

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