As famílias de várias vítimas mortais do acidente com um autocarro no sábado tentaram deslocar-se da ilha de Santiago para a ilha do Fogo, mas não conseguiram chegar a tempo já que os voos de domingo estavam cheios. Companhia aérea fez um voo extra, mas funerais já tinham decorrido. Continuam internados 13 feridos.
Na segunda-feira, várias famílias aguardavam no aeroporto da Praia a oportunidade de viajar para a ilha do Fogo para velar os entes-queridos mortos no acidente de sábado que fez 25 vítimas mortais. No entanto, sabiam que chegavam já demasiado tarde para assistir aos funerais, já que sete funerais se realizaram durante a madrugada de sábado e os restantes 18 decorreram no domingo.
"Tentei os dois voos que havia domingo para tentar estar junto dos meus familiares, estar com eles neste momento de tanta tristeza. No seio da minha família, ao todo são sete que já foram sepultados. Perdi um tio, um primo e os outros são sobrinhos", explicou Tatiana de Pina em declarações à Agência Lusa.
Perante a dificuldade de vários familiares em deslocarem-se à ilha para os funerais, o Governo cabo-verdiano anunciou que asseguraria as viagens dos familiares diretos das vítimas entre a Praia, na ilha de Santiago, onde se situa a capital do país, e o Fogo. A companhia aérea cabo-verdiana CVSky anunciou na noite de domingo um voo extra entre Santiago e o Fogo para facilitar a deslocação de familiares, equipas de apoio e autoridades após o acidente.
Entretanto, continuam internados 13 feridos deste acidente, com quatro destes a serem considerados em estado mais grave e a terem sido submetidos a intervenções cirurgicas. Nenhum ferido corre actualmente perigo de vida.

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