A ministra da Família, Inclusão, Desenvolvimento Social e Trabalho, Adélsia Almeida, classificou como “luto comunitário” a situação vivida pelas comunidades da zona norte alta da ilha do Fogo, na sequência do acidente de viação ocorrido sábado.
“As próximas 48 horas serão dedicadas principalmente ao diagnóstico psicossocial”, explicou a ministra, indicando que o objectivo é identificar as necessidades das famílias e definir as respostas mais adequadas.
As comunidades afetadas estendem-se desde Velho Manuel até Monte Preto, passando por Domingos Ledo e Ribeira Filipe, zonas directamente atingidas pelas consequências da tragédia que resultou em 25 mortes e 14 feridos, quatro dos quais em estado que inspira cuidados.
A ministra da Família disse que a equipa do Ministério da Família, que chegou na tarde de domingo, 06, à ilha do Fogo inicia a partir das 08:30 o diagnóstico psicossocial das famílias afectadas, como primeira etapa para definir uma intervenção de emergência.
Segundo Adélsia Almeida, esta intervenção de emergência deverá decorrer durante os próximos oito dias, seguindo-se posteriormente uma intervenção de médio e longo prazo destinada às famílias e comunidades afectadas.
“As próximas 48 horas serão dedicadas principalmente ao diagnóstico psicossocial”, explicou a ministra, indicando que o objectivo é identificar as necessidades das famílias e definir as respostas mais adequadas.
A intervenção deverá abranger também as pessoas que se encontram hospitalizadas e os seus cuidadores, bem como os profissionais dos serviços do Hospital Regional São Francisco de Assis.
A equipa do Ministério da Família que chegou domingo à ilha do Fogo integra psicólogos, assistentes sociais, técnicos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Unicef, além de membros da Associação dos Assistentes Sociais.
Uma das preocupações do Governo prende-se com o impacto psicológico do acidente no próximo ano lectivo, sobretudo entre as crianças e jovens das comunidades afectadas.
A ministra alertou para a possibilidade de crianças que utilizam transporte escolar terem desenvolvido medo ou trauma associado às deslocações, enquanto as próprias famílias poderão manifestar receio de permitir que os filhos continuem a utilizar este meio de transporte.
O impacto deverá igualmente ser sentido nas escolas, tendo em conta que alguns alunos perderam colegas, amigos e companheiros de carteira ou de brincadeiras.
Adélsia Almeida considerou, por isso, necessário preparar toda a comunidade educativa, incluindo alunos, professores, pais e encarregados de educação, para minimizar as consequências psicológicas do acidente.
A governante admitiu que algumas situações poderão exigir acompanhamento e assistência psicológica durante médio e longo prazo.
Além da assistência médica e psicológica, o Governo assegura que está a ser preparada uma resposta de natureza social às famílias atingidas pela tragédia, respeitando as práticas culturais e a dinâmica do processo de luto em Cabo Verde.
“Respeitando toda a dinâmica cultural, o processo de luto e nojo que temos aqui em Cabo Verde, o Governo prestará assistência social a todas as famílias”, afirmou a ministra.
Adélsia Almeida explicou que as necessidades das famílias serão avaliadas durante o diagnóstico psicossocial previsto para as próximas 48 horas.
Caso seja identificada a necessidade de apoio financeiro, garantiu que o Governo estará disponível para responder positivamente às necessidades das famílias afetadas.
A intervenção governamental deverá combinar apoio psicológico, assistência social e acompanhamento das comunidades, numa primeira fase de emergência e, posteriormente, através de medidas de médio e longo prazo.
A Semana com Inforpress

5 dias atrás
SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...