quinta-feira, 08 outubro 2026

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Ordem dos Arquitectos defende construção colectiva para tornar habitação mais acessível

O bastonário da Ordem dos Arquitectos de Cabo Verde considerou esta segunda-feira que o modelo de lotes individuais limita o acesso à habitação e defendeu a construção coletiva como alternativa para reduzir custos e ampliar o acesso à casa.

 

Para o bastonário, a construção de habitação em conjunto pode reduzir custos e tornar o acesso à casa mais abrangente, desde que os benefícios sejam transferidos para os moradores e não apenas para os promotores imobiliários.

 

Em declaração à imprensa, no âmbito do Fórum Nacional da Habitação 2026 que decorre hoje e terça-feira, 06, na cidade da Praia, Job Amado afirmou que a questão habitacional deve ser analisada para além da construção da casa. 

“Hoje, o mais importante para uma habitação é o seu endereço, que lhe dá acesso ao emprego, às energias, à água, aos transportes, ao lazer”, precisou, acrescentando que a política habitacional deve estar articulada com o planeamento urbano e com a organização das cidades.

A Ordem dos Arquitectos considera particularmente preocupante a opção por dividir terrenos em lotes destinados a uma única família, por entender que esse modelo não permite aproveitar as vantagens da construção coletiva.

Para o bastonário, a construção de habitação em conjunto pode reduzir custos e tornar o acesso à casa mais abrangente, desde que os benefícios sejam transferidos para os moradores e não apenas para os promotores imobiliários.

“No primeiro mundo, hoje em dia, já não se faz um lote para uma família. Para ter uma produção de habitação a preço melhor é preciso que a habitação seja colectiva", disse.

O responsável apontou as cooperativas e a associação de famílias como exemplos de mecanismos que podem permitir uma produção habitacional mais acessível, defendendo que as câmaras municipais devem criar condições para que este modelo seja aplicado também através de iniciativas públicas.

Para a Ordem dos Arquitectos, o urbanismo não deve limitar-se à elaboração de planos, mas deve incluir mecanismos que permitam a sua execução e garantam que as vantagens da construção coletiva cheguem às famílias. 

Defendeu, neste sentido, que os concursos públicos para habitação colectiva devem assumir-se como momentos de reflexão e produção de soluções, com processos transparentes e capazes de contribuir para melhorar a qualidade dos projetos.

O Fórum Nacional da Habitação 2026, promovido pelo Ministério das Infraestruturas, Habitação e Ordenamento do Território, decorre na cidade da Praia, sob o lema “Habitação adequada para todos – dignidade e direitos humanos”.

A iniciativa, enquadrada nas comemorações do Dia Mundial do Habitat, assinalado hoje, reúne representantes do Governo, municípios, setor privado, organizações profissionais e parceiros de desenvolvimento, para discutir os desafios e as respostas para o setor habitacional em Cabo Verde.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário

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2 dias atrás

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