O Governo de Cabo Verde vai reestruturar a sua estratégia de saúde pública para compensar uma redução de 38 por cento (%) no financiamento do Fundo Global, anunciou esta segunda-feira à imprensa o ministro da Saúde.
O Fundo Global de Combate ao VIH, Tuberculose e Malária vai encerrar definitivamente o financiamento a Cabo Verde em Dezembro de 2029 após corte de 38% no ciclo 2027/2029, mas continua no país acompanhando a transição que inicia em 2027.
Segundo Lúcio Fernandes, após reunião com representantes da organização, o Fundo Global de Combate ao VIH/Sida, Tuberculose e Malária irá encerrar a sua intervenção financeira no país em Dezembro de 2029, devendo o país focar a sua actuação na redução de custos internos e na transição para novas modalidades de apoio financeiro.
Na sua declaração, o governante apontou ainda como medida imediata para colmatar o défice o corte nos gastos supérfluos e a rentabilização dos investimentos já realizados, entre os quais as novas fábricas de produção de oxigénio e gases medicinais nos hospitais Agostinho Neto e Baptista de Sousa.
“As infraestruturas custaram cerca de oito milhões de euros a fundo perdido e financiadas pelo Fundo Global, devem entrar em funcionamento ainda este mês, assim que for ratificada a lista nacional de medicamentos”, disse.
Apesar da redução da verba, Lúcio Fernandes anunciou que o novo pacote do Fundo Global vai, a partir do próximo ano, disponibilizar vacinas para prevenção do VIH, sobretudo nos grupos de risco, para além de equipamentos para fazer o diagnóstico precoce da tuberculose.
Segundo o titular da pasta da Saúde, o país mantém como prioridade absoluta a defesa das suas certificações sanitárias internacionais, continuando a trabalhar para travar a transmissão e evitar a perda do certificado.
Lembrou ainda que, com vários anos sem registo de transmissão de mãe para filho, o Governo, apoiado pelo Fundo Global, está a preparar a candidatura para obter formalmente o certificado de eliminação da transmissão vertical do vírus.
Questionado sobre se, com a redução do fundo, o país poderá sofrer um retrocesso nos ganhos conseguidos, o ministro rejeitou esse cenário nos indicadores de saúde, sublinhando que a introdução das vacinas preventivas e a optimização dos recursos locais vão permitir melhorar as taxas de prevenção e a sustentabilidade do sistema de saúde cabo-verdiano a longo prazo.
O Fundo Global de Combate ao VIH, Tuberculose e Malária vai encerrar definitivamente o financiamento a Cabo Verde em Dezembro de 2029 após corte de 38% no ciclo 2027/2029, mas continua no país acompanhando a transição que inicia em 2027.
No período de 2024-2026, Cabo Verde recebia do Fundo Global uma verba de 4,6 milhões de euros para o VIH, Tuberculose e Malária; no entanto, entre Janeiro de 2027 e Dezembro de 2029, o montante global será de 2,3 milhões de euros, focando-se exclusivamente no VIH e na tuberculose.
A Semana com Inforpress

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