Pelo menos 31 civis foram mortos desde quarta-feira em múltiplos ataques de rebeldes das ADF, ligadas ao Estado Islâmico, no nordeste da República Democrática do Congo (RDC), afirmaram à AFP fontes locais e de segurança.
Segundo NM que cita Lusa, o número de mortos nestes ataques "é de 31 civis entre quarta-feira, 22 de julho, e segunda-feira, 27 de julho", disse à AFP Jospin Paluku, presidente da organização da sociedade civil do território de Mambasa.
Várias fontes locais confirmaram este número à AFP. Uma fonte de segurança reportou cerca de 50 mortes.
Pelo menos 18 destas pessoas foram mortas entre a noite de quarta-feira e a manhã de quinta-feira na cidade mineira de Njiapanda-Bela, segundo estas fontes.
O leste da RDC é palco há mais de 30 anos, de violência por uma multiplicidade de milícias e grupos armados.
Conforme a mesma fonte, as ADF, dispersas em vários grupos móveis pelas florestas de Ituri, têm tentado há vários meses cobrar impostos às comunidades da região, que obtêm os seus rendimentos sobretudo do cultivo do cacau e da mineração, em troca de proteção, segundo analistas citados pela AFP.
Mais de 190 civis foram mortos desde janeiro em ataques no território de Babila Babombi, onde sa ADF ainda não impuseram os seus impostos, disse Muhindo Mamboro Peresi, chefe local da sociedade civil.
Segundo fontes locais, as ADF mataram pelo menos vinte civis nas últimas semanas no território de Beni, localizado na província vizinha de Kivu do Norte.

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