O ministro da Educação, Arnaldo Brito, afirmou hoje, na Assembleia Nacional, na cidade da Praia, que o sistema educativo registou avanços nos últimos anos, mas continua a enfrentar desafios que exigem respostas “urgentes e estruturadas”.
Arnaldo Brito reconheceu que três meses “não são suficientes” para transformar o sistema educativo, mas considerou que são suficientes para definir prioridades e iniciar medidas.
De acordo com a Inforpress,no debate de hoje sobre o sector da Educação, tema proposto pelo Movimento para a Democracia (MpD, oposição) o governante disse que apesar do progresso, ainda há desafios que já foram identificados no sector.
Estes, continuou, estão relacionados com a situação laboral de 615 professores do ensino básico e secundário, que possuem contratos a termo resolutivo certo, degradação do parque escolar, burocratização do sistema de avaliação e insuficiente ligação entre a educação e o mundo do trabalho entre outros problemas.
Segundo o ministro, a estabilidade dos professores é “fundamental para garantir a qualidade do ensino”, sendo necessário valorizar a carreira docente, reforçar a formação contínua, melhorar as condições de trabalho e assegurar melhores oportunidades de progressão.
Sobre as infraestruturas escolares, avançou que o Governo já iniciou intervenções e está a mobilizar parceiros para a reabilitação e modernização das escolas.
Neste âmbito, lembrou que foi assinado, em Agosto, um protocolo com a República Popular da China para a reabilitação de três escolas secundárias, incluindo melhorias nos edifícios, criação de gabinetes e laboratórios, renovação das áreas de refeição e aquisição de equipamentos pedagógicos e mobiliário.
Outra prioridade é a reforma do modelo de avaliação, já que, segundo o ministro, o actual sistema é “excessivamente burocrático” e pretende substituí-lo por “uma abordagem centrada na aprendizagem”.
A proposta é passar de uma “avaliação da aprendizagem” para uma “avaliação para a aprendizagem”, permitindo reduzir a burocracia e dar aos professores mais tempo para acompanhar os alunos e identificar as suas dificuldades.
Arnaldo Brito defendeu ainda uma nova concepção de escola, que não se limite à recuperação das estruturas físicas, mas que contribua para a formação integral dos cidadãos, bem como a proximidade com os estabelecimentos de ensino no país.
Assegurou que a escola deverá preparar os alunos não apenas para o ensino superior, mas também para o trabalho, a ciência, a inovação, o empreendedorismo e a cidadania.
Para isso, o Governo pretende reforçar a articulação entre a educação, a formação profissional, o ensino superior, a ciência e a inovação.
Arnaldo Brito reconheceu que três meses “não são suficientes” para transformar o sistema educativo, mas considerou que são suficientes para definir prioridades e iniciar medidas.

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