segunda-feira, 28 setembro 2026

Serviço de Investigação Criminal angolano procura dono da Xtagiarious Finance por alegada burla

A polícia angolana está à procura do proprietário da empresa Xtagiarious Finance, por suspeita de ter lesado várias pessoas num alegado esquema de burla, envolvendo centenas de milhões de kwanzas, anunciou hoje o porta-voz do Serviço de Investigação Criminal (SIC).

Segundo Manuel Halaiwa, conforme Lusa, as autoridades policiais estão a tentar localizar o cidadão Edson Caetano de Oliveira, suspeito da prática dos crimes de usura e associação criminosa, pelo recebimento de centenas de milhões de kwanzas de diferentes pessoas, com promessas de reembolso no período de seis meses, com juros de 15% sobre o valor aplicado, “o que nunca se concretizou”.

No âmbito da investigação, o SIC apreendeu, entre os dias 27 a 29 de julho de 2022, nove imóveis, localizados no município de Viana, concretamente no Distrito Urbano do Zango, vulgo Luanda Limpa e selou sete imóveis, situados no Zango 5-8000.

Manuel Halaiwa disse à Lusa que as primeiras reclamações dos clientes da Xtagirious foram feitas em 2021, salientando que a apreensão é resultante de 18 processos-crime em curso, onde são queixosos vários cidadãos contra Edson Caetano de Oliveira, cita a mesma fonte.

Em 2021, o Banco Nacional de Angola (BNA) em comunicado informou que a Xtagiarious não estava habilitada a exercer qualquer atividade financeira sujeita à sua supervisão, sobretudo na captação de depósitos e aplicações monetárias, atividades reservadas às instituições financeiras bancárias.

“Diante da gravidade dos factos e de inúmeras denúncias apresentadas, e feitas formalmente queixas, foi o cidadão Edson Caetano de Oliveira, constituído arguido, por fortes indícios na prática dos crimes de usura e associação criminosa, pelo que diligências prosseguem para a sua localização e detenção, no quadro da responsabilidade criminal pelos factos que lhe são imputados”, refere um comunicado de imprensa emitido pelo SIC.

A empresa financeira, de acordo com a Lusa, fundada em 2013 pelo empresário Edson de Oliveira, apresentou-se em abril de 2021 à Forbes Angola como uma ‘start-up’ avaliada em mais de quatro mil milhões de kwanzas (8,5 mil milhões de euros), empregando diretamente, na altura, 218 jovens e outros 30 de forma indireta.

O empreendedor disse à revista que o negócio começou com um grupo de quatro amigos, que criaram uma revista digital há oito anos, com conteúdos sobre moda, ‘hip hop’ e negócios, que evoluiu depois para a prestação de serviços ao setor financeiro.

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Comentários

joão do rosário
22 dias atrás 4 horas atrás

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jcf
23 dias atrás 21 horas atrás

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joão do rosário
26 dias atrás 3 horas atrás

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