sábado, 10 outubro 2026

António Guterres diz que cultura crioula é prova viva de que diversidade fortalece identidade

António Guterres falava, segundo a Inforpress, em vídeo no âmbito do Encontro Internacional da Crioulidade Atlântica, que se realiza de hoje até sábado, 30, na Cidade da Praia, sob o lema “Edificar Pontes, Construir um Futuro Melhor”, iniciativa promovida pela Presidência da República de Cabo Verde em parceria com a Uni-CV.

Na sua intervenção, o secretário-geral da ONU considerou que a cultura crioula conta “a história da humanidade”, marcada por viagens, memórias, encontros entre povos e pela criatividade resiliência que nasce da mistura cultural.

“Num mundo demasiadas vezes dividido pelo medo e pela desconfiança, este encontro internacional da crioulidade brilha como um raio de luz, promovendo uma linguagem de encontro, dignidade e pertença”, enfatizou.

Segundo António Guterres, a diversidade não deve ser encarada como uma linha de separação, mas como uma oportunidade para construir laços mais fortes e reafirmar a humanidade comum.

Aquele responsável felicitou Cabo Verde por reunir vozes de diferentes horizontes num espírito de diálogo e celebração, destacando o papel do arquipélago como exemplo de como a cultura consegue “atravessar oceanos e unir povos”.

“Cabo Verde sabe bem como a cultura pode atravessar oceanos e unir povos, transportando ritmos, tradições e histórias que aproximam comunidades em todo o mundo”, salientou segundo a fonte referida.

 

Por seu turno, o subsecretário-geral das Nações Unidas, alto representante para a Aliança das Civilizações das Nações Unidas e enviado especial das Nações Unidas para o Combate à Islamofobia, Miguel Moratinos, destacou a “importância histórica e simbólica” de Cabo Verde na promoção do diálogo intercultural.

Ao felicitar o país pelos 50 anos da independência, Miguel Moratinos considerou que Cabo Verde representa um exemplo de resiliência, abertura e compromisso com a diversidade cultural.

Quanto ao encontro, exortou os participantes a compreender melhor os processos históricos que moldaram as sociedades atlânticas, marcados por encontros culturais, intercâmbios e também adversidades.

O diplomata realçou ainda a contribuição de povos historicamente marginalizados para a construção das crioulidades atlânticas, considerando que dessas experiências nasceram novas identidades, formas de coexistência e universos culturais.

Para aquele responsável das Nações Unidas, as crioulidades atlânticas oferecem uma visão mais inclusiva da história, reconhecendo a dignidade, a criatividade e o poder transformador das diferentes comunidades.

O evento reúne académicos, artistas, pensadores, jovens e a diáspora.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
2 dias atrás

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jcf
4 dias atrás

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joão do rosário
6 dias atrás

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