domingo, 11 outubro 2026

Putin perdoa dívidas a quem aceitar combater na guerra na Ucrânia

O Kremlin tem também procurado oferecer ascensão social aos combatentes que regressam da frente de batalha, integrando-os em cargos de destaque na Rússia.

Há mais de quatro anos que a Rússia oferece salários atrativos e benefícios sociais às pessoas que se alistem para a guerra contra a Ucrânia, iniciada com a invasão do país vizinho em fevereiro de 2022.

A nova legislação perdoa dívidas até 10 milhões de rublos (cerca de 120 mil euros, ao câmbio atual), noticiou a agência France-Peresse (AFP).

Pode beneficiar do perdão quem tenha assinado um contrato com o exército a partir de 01 de maio de 2026, desde que as dívidas já estivessem em fase de cobrança judicial.

A lei prevê também o eventual perdão das dívidas do cônjuge da pessoa que assinar o contrato com as forças armadas.

O contrato deve ser assinado por um período mínimo de um ano e implica a participação na "operação militar especial", o termo utilizado pelo Kremlin (presidência) para designar a guerra contra a Ucrânia.

A economia russa está em "pé de guerra" há mais de quatro anos, com as necessidades das forças armadas a terem prioridade sobre as dos restantes setores.

O Kremlin tem também procurado oferecer ascensão social aos combatentes que regressam da frente de batalha, integrando-os em cargos de destaque na Rússia.

A invasão da Ucrânia ordenada por Putin mergulhou a Europa no pior conflito militar desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), com um número por determinar de baixas militares e civis.

A guerra causou também milhões de deslocados internos e de refugiados.

Para terminar a guerra, Putin reivindica, entre outras condições, o reconhecimento da soberania russa em cinco regiões ucranianas e garantias formais de que a Ucrânia nunca será membro da NATO.

A Ucrânia rejeita tais condições e exige a retirada das tropas russas do território ucraniano, incluindo da Crimeia ocupada desde 2014, e garantias de segurança face a futuras agressões de Moscovo.

Kyiv tem recebido ajuda financeira e armamento dos aliados ocidentais para combater a invasão russa.

A Ucrânia fez parte da União Soviética, o bloco político e militar controlado pela Rússia que se desintegrou em 1991.

A Semana com Notícias ao Minuto/Lusa

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Comentários

joão do rosário
3 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
5 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
7 dias atrás

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