Na encíclica "Magnifica Humanitas", o Papa afirma que as inovações tecnológicas não são neutras, podendo "aumentar a participação e a justiça", mas também "ampliar as desigualdades, o controlo e a exclusão", alertando para o perigo da IA "se concentrar nas mãos de poucos".
No primeiro grande documento do seu pontificado, de 110 páginas, Leão XIV aborda um dos principais desafios da atualidade, apelando a "uma ordem social justa na era digital", com um "quadro jurídico adequado", "regras justas" e "mecanismos de proteção eficazes".
Alertando para "usos claramente anti-humanos" da IA, "como a manipulação da informação ou a violação da privacidade", chama também a atenção para um engano mais subtil, quando os sistemas, "apresentando-se como neutros e objetivos, refletem e reforçam estereótipos ou posições ideológicas daqueles que os projetaram e programaram".

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