Saab, de 54 anos, amigo pessoal de Maduro, é acusado há anos nos Estados Unidos de enriquecimento ilícito através de contratos governamentais e de servir de testa-de-ferro do líder chavista.
Horas antes , o Serviço Administrativo de Identificação, Migração e Estrangeiros (SAIME) venezuelano anunciou a deportação, “em conformidade com as disposições da lei de imigração venezuelana”.
“A medida de deportação foi adotada tendo em conta que o referido cidadão colombiano está envolvido em diversos crimes nos Estados Unidos da América, como é do conhecimento público e amplamente divulgado”, afirmou o SAIME, num comunicado de imprensa, publicado na rede social Instagram.
Num mensagem em que partilhou uma fotografia de Saab ao lado do presidente do parlamento de Caracas, Jorge Rodríguez, Guanipa celebrou a deportação de Saab, que acusou de ter enriquecido “à custa da fome dos venezuelanos”.
“Tornou-se milionário vendendo alimentos fora do prazo de validade e ajudando os líderes do regime a contornar as sanções e a saquear a nossa nação”, acrescentou o opositor.Guanipa prometeu ainda que Saab enfrentará a justiça no futuro, numa “Venezuela democrática”.
Em março, o jornal New York Times noticiou que a administração Trump estava a negociar a extradição de Saab, um aliado importante do antigo Presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Preso em 2020, em Cabo Verde, Saab foi mais tarde extraditado para os Estados Unidos, mas regressou à Venezuela em 2023, no âmbito de uma troca de prisioneiros durante a anterior administração do democrata Joe Biden. Procuradores norte-americanos acusaram Saab de corrupção em janeiro, pouco depois de os Estados Unidos terem capturado Maduro e a mulher, Cilia Flores, que foram transferidos para Nova Iorque para responder a acusações de tráfico de droga.
Segundo o New York Times, o novo Governo venezuelano, liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez, deteve Saab no início de fevereiro, a pedido de Washington.
O empresário colombiano, descrito como diplomata pelo Governo de Maduro em 2020, foi recebido como um herói na Venezuela em dezembro de 2023 e nomeado em janeiro de 2024 presidente do Centro Internacional de Investimentos Produtivos.
Na altura, Maduro afirmou que, com esse cargo, Saab traria investimento para o país rico em petróleo.
Em outubro de 2024, Saab foi nomeado ministro da Indústria e Produção Nacional, cargo do qual foi exonerado por Delcy Rodríguez em janeiro passado, duas semanas depois do ataque dos Estados Unidos a Caracas e a três regiões próximas, que resultou na captura de Maduro.
Saab, de 54 anos, amigo pessoal de Maduro, é acusado há anos nos Estados Unidos de enriquecimento ilícito através de contratos governamentais e de servir de testa-de-ferro do líder chavista.
A Semana com Observador/Lusa

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