quinta-feira, 23 julho 2026

Cheias submergem 40% de Gaza e inundam distritos de Maputo

"Neste momento, a zona sul é a mais afetada, com cerca de 40% da província de Gaza submersa e distritos da província de Maputo inundados e, nalgumas situações, isolados", de acordo  com uma nota divulgada pelo Ministério dos Transportes e Logística de Moçambique.

Segundo uma avaliação feita até sexta-feira, pelo menos 152 quilómetros "estavam completamente destruídos e mais de três mil quilómetros praticamente afetados em todo o território nacional, de estradas classificadas".

Entretanto, também foram afetadas outras vias de acesso não classificadas que já eram precárias e que agora, com o nível das águas, estão praticamente intransitáveis.

"Há zonas críticas, como as províncias de Gaza ,Maputo e também em Sofala. Temos vias quase intransitáveis, como resultado da emergência do nível das águas", refere o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, citado na informação.

O objetivo é fazer a reposição das vias o mais rápido possível, para "dar assistência às famílias que estão em situação de inacessibilidade", garantindo nomeadamente a alimentação, é ainda acrescentado.

Pelo menos 103 pessoas morreram e 173 mil foram afetadas desde o início da época das chuvas em Moçambique que também já causou a destruição total de 1.160 casas e deixou mais de 4.000 parcialmente inundadas, avançou o Governo, que na sexta-feira (16.01) decretou alerta vermelho nacional.

Forças sul-africanas em operações de busca 

Uma equipa de busca e salvamento da Força de Defesa Nacional da África do Sul (SANDF) já está em Moçambique para auxiliar nas zonas atingidas pelas cheias. De acordo com um comunicado da SANDF, a equipa é composta por um helicóptero Oryx da Força Aérea Sul-Africana, para auxiliar nas operações de busca em Moçambique, "devido às severas condições meteorológicas". 

"A aeronave e a equipa de reconhecimento aterraram com sucesso em Maputo e vão operar em cooperação com várias equipas de resgate de emergência, bem como com agências de gestão de catástrofes de Moçambique, no âmbito da Operação CHARIOT", refere-se no documento. 

Segundo as Forças Armadas sul-africanas, está previsto ainda o envio de mais meios aéreos para auxiliar na missão de socorro em Moçambique, enquanto outras equipas apoiam várias comunidades afetadas pelas cheias do lado sul-africano, igualmente afetado por fortes chuvas. 

Chapo cancela ida ao Fórum de Davos

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, cancelou a participação na reunião anual do Fórum Económico Mundial, que arranca esta segunda-feira (19.01) em Davos, na Suíça, para continuar no país a acompanhar a situação das populações afetadas pelas cheias.

Chapo decidiu não se deslocar a Davos, "ara acompanhar de forma direta a situação das populações afetadas pelas cheias que assolam várias regiões de Moçambique", é explicado um comunicado da presidência moçambicana.

"O Governo mantém como prioridade absoluta a proteção da vida humana, a assistência às famílias em situação de vulnerabilidade, a salvaguarda de infraestruturas essenciais e a preparação das ações de recuperação e reconstrução das zonas atingidas pelas cheias", lê-se no documento.

Com o cancelamento da ida do Presidente à Suíça, altas individualidades do Estado foram destacadas para representar Moçambique na 56.ª Reunião Anual do Fórum Económico, que deverá assegurar a participação ativa do país nos debates e encontros de alto nível.

 

A Semana com DW

 

Ocultar formulário

5000 caracteres restantes


Colunistas

Comentários

Soares
11 dias atrás

Pobresa , palavra que precisa sair nosso dicionário.

Miranda
15 dias atrás

Boa sorte

Terra
5 dias atrás

Mesmo verdade roupa sujo tem que ser lavado dentro da casa para os que não sabe o que fala,

Pub-Reportagem

publireport