terça-feira, 13 outubro 2026

Empresárias timorenses com dificuldade de acesso a capital financeiro - associação

“A dificuldade principal é o acesso ao capital financeiro”, disse Hergui Luina Alves.

Segundo a presidente da Associação Empresarial das Mulheres de Timor-Leste (AEMTL), as mulheres timorenses ainda têm, por exemplo, dificuldades em ser proprietárias de terrenos, que lhes poderia permitir ter património para obterem crédito junto das instituições financeiras.

Mas, continuou, as mulheres empresárias timorenses também continuam a ter dificuldades de acesso ao ensino superior e “não têm literacia financeira” e “conhecimentos em gestão financeira”.

“Com uma sociedade patriarcal, a liberdade das mulheres para participarem em atividades e fazer negócios também não é fácil”, salientou a presidente da Associação Empresarial das Mulheres de Timor-Leste.

Hergui Luina Alves falava à Lusa no final da cerimónia de lançamento da página oficial na Internet da AEMTL, apoiada no âmbito do projeto “Parceria para o Reforço da Governação Urbana, Inclusão Social e Promoção do Empreendedorismo em Díli”, financiado pela União Europeia.

Com cerca de 400 associadas em todo o território nacional, a AEMTL tem como principal objetivo fortalecer as mulheres empresárias, apoiando-as na gestão e promoção dos seus negócios, incluindo através do estabelecimento de parcerias internacionais.

No âmbito do projeto de reforço da governação urbana implementado pela União das Capitais de Cidades de Língua Portuguesa (UCCLA), Autoridade Municipal de Díli e Câmara Municipal de Lisboa, as empresárias timorenses também têm recebido formação em empreendedorismo.

As empresárias de Timor-Leste operam essencialmente nos setores da agricultura, construção, produção e processamento alimentar, serviços, hidrocarbonetos, ambiente e turismo.

A secretária de Estado da Igualdade de Timor-Leste, Elvina Sousa Carvalho, afirmou, na semana passada, nas Nações Unidas, durante a sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, que o país tem tido “sucesso” em cumprir com a promoção da igualdade do género, exemplificando com o número de mulheres presentes quer no parlamento, quer no Governo, como também nas lideranças municipais.

Segundo o Índice Global de Disparidade de Género de 2023, Timor-Leste encontra-se na 95.º posição entre 146 países em questões de desigualdade entre homens e mulheres.

No que se refere à participação económica, o índice demonstra que o país surge na posição 120.

A Semana com Lusa

19 de Março  de 2024

Colunistas

Efrem Soares
Efrem Soares
06 Oct. 2026
Cabo Verde: liderança, mérito e prestação de...
  Ao fazer uma reflexão retrospetiva sobre os percursos de...
Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
5 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
7 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
9 dias atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport