domingo, 11 outubro 2026

Navio com ajuda humanitária para a Faixa de Gaza zarpou do Chipre

Depois de vários atrasos desde domingo, o navio zarpou pouco antes das 07:00 (hora de Lisboa), disseram à agência EFE fontes da Open Arms e da World Central Kitchen (WCK), a ONG fundada pelo chef espanhol José Andrés.

Este carregamento é um teste para a abertura de um corredor marítimo para fornecer ajuda à Faixa de Gaza, onde a fome se espalha cinco meses após o início da guerra entre Israel e Hamas.

A WCK está a cooperar com o Governo dos Emirados Árabes Unidos, Chipre e com a Open Arms no âmbito da ajuda humanitária a Gaza, segundo relatou a ONG num comunicado.

 “Depois de semanas de preparação, a nossa equipa em Chipre carregou quase 200 toneladas de alimentos no navio Open Arms, que irá entregar a ajuda desesperadamente necessária”, acrescentou.

No enclave palestiniano, “a WCK serviu mais de 35 milhões de refeições em Gaza desde outubro”, destaca a nota, lembrando que “a situação continua a evoluir”.

Em Gaza, a ajuda será recebida pelas equipas WCK.

A operação das duas ONG espanholas começou a ser planeada há meses e o navio Open Arms estava no Chipre desde meados de fevereiro para abrir um corredor marítimo com Gaza e aliviar a difícil situação humanitária causada pelo bloqueio de Israel e pelos bombardeamentos em resposta aos ataques do grupo islâmico Hamas, no passado dia 07 de outubro.

A operação tem autorização dos governos do Chipre, de Israel e da Autoridade Nacional Palestina, segundo a Open Arms.

O barco transporta cerca de 200 toneladas de alimentos, entre eles farinha, arroz e latas de atum para entregar à população palestiniana, ameaçada pela fome após cinco meses de guerra entre Israel e o Hamas.

Os Estados Unidos anunciaram separadamente planos para construir uma ponte marítima perto de Gaza, a fim de entregar ajuda, mas deverá demorar várias semanas até estar operacional.

As organizações dizem que é quase impossível entregar ajuda em grande parte do território devido às restrições israelitas, às hostilidades em curso e ao colapso da lei e da ordem, depois de a força policial dirigida pelo Hamas ter desaparecido em grande parte das ruas.

Não está ainda claro quão eficazes serão as entregas marítimas na resposta à catástrofe humanitária, uma vez que ainda haverá dificuldades na entrega da ajuda quando esta estiver dentro de Gaza.

A guerra já matou mais de 30.000 palestinianos e expulsou cerca de 80% dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza das suas casas.

A ONU diz que um quarto da população está a morrer de fome.

O ataque que desencadeou a guerra matou cerca de 1.200 pessoas e os atacantes fizeram cerca de 250 reféns.

A Semana com Lusa

12 de Março de 2024

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Comentários

joão do rosário
4 dias atrás

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jcf
5 dias atrás

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joão do rosário
8 dias atrás

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