quarta-feira, 07 outubro 2026

Siacsa diz que falta de meios dos Bombeiros da Praia comprometeu combate ao incêndio em Ponta Belém

Gilberto Lima falava em conferência de imprensa, ladeado por alguns operacionais, cujo objectivo era esclarecer a actuação dos bombeiros no incêndio ocorrido em Ponta Belém, no dia 31 de Maio, e denunciar o que classificou como um estado de “desgovernação" do quartel dos Bombeiros da Praia.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria, Geral, Alimentação, Construção, Construção Civil, Serviços e Afins (Siacsa), a actual frota dos bombeiros, assim como a insuficiência de recursos humanos não respondem às necessidades de uma cidade em expansão.

"A falta de viaturas adequadas aumenta drasticamente os tempos de resposta. No incêndio, cada minuto perdido pode representar a diferença entre o salvamento e uma tragédia", advertiu, apontando que os bombeiros se encontram numa situação “severamente sobrecarregada”.

O sindicato denunciou ainda alegadas deficiências ao nível dos equipamentos de proteção individual, da manutenção das viaturas e da gestão operacional do quartel, afirmando que a situação se agravou nos últimos três anos.

Relativamente ao incêndio em Ponta Belém, o sindicalista contestou a versão apresentada pelas autoridades e justificou que a corporação enfrentou dificuldades operacionais internas e dispunha apenas de uma viatura para o combate às chamas.

“O presidente da câmara interino, bem como o Presidente da República foram induzidos a erro quando disseram que no mesmo dia houve três incêndios, quando na verdade foram duas ocorrências, sendo um no aterro sanitário após o acontecimento de Ponta Belém”, explicou.

Gilberto Lima criticou ainda a actuação do comandante dos Bombeiros Municipais da Praia, afirmando que este não tomou as medidas necessárias para gerir a situação, para quem este responsável não reúne condições para permanecer à frente da corporação.

Contudo, apelou à Câmara Municipal da Praia para assumir as suas responsabilidades e investir no reforço dos meios humanos, viaturas e equipamentos necessários ao funcionamento dos bombeiros municipais, considerando que estas medidas são essenciais para garantir uma resposta eficaz às emergências e assegurar a proteção da população.

Por seu lado, o bombeiro de terceira classe Isaías de Mello reforçou que várias versões transmitidas à opinião pública não correspondem aos factos e esclareceu que, no momento da ocorrência, os bombeiros encontravam-se mobilizados numa ocorrência em São Francisco, tendo tomado conhecimento do fogo em Ponta Belém apenas após regressarem.

Atribuiu as dificuldades enfrentadas no terreno à falta de efectivos e de equipamentos, referindo que não foi mobilizado pessoal que se encontrava fora de serviço, e que a corporação dispõe de várias viaturas sem condições operacionais, sendo que apenas uma estava em condições.

O bombeiro pediu às autoridades para reforçarem os meios humanos e materiais dos Bombeiros Municipais da Praia, sustentando que a situação tem vindo a degradar-se nos últimos anos, e que o efectivo actual da corporação não chega a 50 elementos, incluindo bombeiros voluntários.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
30 dias atrás 23 horas atrás

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jcf
1 dias atrás

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joão do rosário
3 dias atrás

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