sábado, 10 outubro 2026

Petróleo. Guiné Equatorial e Galp assinaram acordo para avaliação

A assinatura decorreu no Palácio do Povo, em Malabo, numa cerimónia em que o Vice-Presidente da República, Nguema Obiang Mangue, destacou a importância do acordo para continuar a fortalecer a cooperação energética e económica entre a Guiné Equatorial e Portugal, ambos Estados-membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

"A Galp, considerada a principal companhia energética portuguesa, conta com uma ampla trajetória internacional na exploração, produção e comercialização de hidrocarbonetos, além de presença em diferentes mercados internacionais, especialmente em África", referiu, em comunicado datado desta quarta-feira, a presidência da Guiné-Equatorial.

O acordo - referente aos blocos EG-02, EG-09 e H - contemplou a realização de estudos de prospeção e análises técnicas como fase prévia a uma futura assinatura de um contrato de partilha de produção, acrescentou.

Nguema Obiang Mangue disse que a chegada de companhias com experiência e capacidade técnica como a Galp representa um impulso positivo para o desenvolvimento do setor de hidrocarbonetos e a consolidação da Guiné Equatorial como um ator energético de referência na região.

O filho do Presidente da Guiné Equatorial frisou ainda que a iniciativa faz parte do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo Ministério dos Hidrocarbonetos e Desenvolvimento Mineiro, juntamente com as empresas nacionais Gepetrol e Sonagas, para dinamizar o setor energético nacional e abrir novas oportunidades de crescimento económico e cooperação internacional.

"A Gepetrol e a Sonagas irão facultar toda a informação técnica necessária relacionada com os blocos incluídos no acordo, com o propósito de garantir o correto desenvolvimento desta nova cooperação energética", concluiu.

A descoberta de petróleo em águas profundas em meados da década de 1990 transformou a economia da Guiné Equatorial. O petróleo representa agora quase metade do produto interno bruto (PIB) do país e mais de 90% das exportações, de acordo com o Banco Africano de Desenvolvimento.

No entanto, mais de metade dos quase dois milhões de habitantes do país vive na pobreza.

A Semana com NM

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Comentários

joão do rosário
2 dias atrás

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jcf
4 dias atrás

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joão do rosário
6 dias atrás

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