sábado, 10 outubro 2026

Cabo Verde vai ganhar primeira Unidade de Socorro da Cruz Vermelha em Setembro - coordenador

Júlio Rodrigues, que falava à Inforpress, no Dia Internacional da Medicina de Emergência, explicou que a CCCV tem vindo, há algum tempo, a desenvolver esforços para criar uma estrutura de emergência pré-hospitalar, abrangendo socorro e assistência em casos críticos.

Segundo o coordenador da Unidade de Emergência e Socorro da CCCV, a iniciativa pretende responder não apenas aos acidentes, mas também às catástrofes, epidemias e outras situações que ameaçam a vida humana, permitindo uma intervenção rápida e reduzindo riscos de complicações e óbitos.

“A emergência pré-hospitalar é fundamental para salvar vidas, reduzir riscos e garantir dignidade às pessoas”, sublinhou, destacando que, apesar da criação da linha de emergência 112 e da publicação do Plano Nacional de Emergência em 2015, Cabo Verde ainda não dispõe de um serviço pré-hospitalar efectivo e capaz de responder rapidamente às diferentes ocorrências.

Neste sentido, a CCCV realizou um inquérito nacional para avaliar a percepção das autoridades, serviços e a população sobre a importância da criação de uma unidade de emergência pré-hospitalar, entretanto todos concordam que é uma prioridade, mas que a maioria dos municípios ainda não dispõe de estruturas adequadas.

Contou este responsável que o projecto está a ser desenvolvido em parceria com a Cruz Vermelha portuguesa e já permitiu a formação de formadores especializados, bem como a aquisição de uma ambulância equipada e materiais de emergência pré-hospitalar, adiantando que falta apenas concluir a formação de tripulantes e enfermeiros.

A futura unidade ficará instalada nas imediações da Loja Social da Cruz Vermelha, espaço que, segundo o coordenador, reúne condições para acolher o serviço.

“Até Setembro acreditamos que estarão reunidas todas as condições para inaugurar a primeira Unidade de Socorro e Emergência”, afirmou.

Numa primeira fase, o projecto será implementado na cidade da Praia, prevendo-se posteriormente a sua expansão para toda a ilha de Santiago e, mais tarde, para as ilhas de São Vicente e Santo Antão.

Júlio Rodrigues defendeu ainda a necessidade de o país reforçar a capacidade nacional de resposta às chamadas causas externas de morte, como acidentes, homicídios, afogamentos, queimaduras e traumatismos, que representam cerca de 20% (por cento) da mortalidade no país.

“É urgente criar uma capacidade nacional para reduzir a mortalidade por causas externas”, alertou aquele responsável, considerando igualmente “importante” apostar em soluções terrestres de emergência, com ambulâncias e equipes capacitadas.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
3 dias atrás

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jcf
4 dias atrás

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joão do rosário
7 dias atrás

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