Na província de Ituri, na República Democrática do Congo, o responsável da ONU alerta que, se as populações das zonas infetadas não receberem ajuda alimentar, não permanecerão nas suas comunidades. Ao deslocarem-se aos mercados em busca de comida, o risco de agravamento do surto pode aumentar.
Segundo o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, já são conhecidos mais de 900 casos de infeção por ébola e mais de 220 mortes que terão sido causadas pela doença.
O surto de ébola que teve início no Congo propagou-se durante semanas sem ser detetado, porque as autoridades de saúde pensaram, durante algum tempo, que era provocado pela mesma estirpe viral de surtos anteriores, mas acabou por se confirmar que se trata de uma variante muito mais rara, a estirpe Bundibugyo.
Há poucos dias, a OMS subiu de "elevado" para "muito elevado" o nível de risco de saúde pública associado ao surto de ébola no país africano. Segundo o diretor-geral, o nível de risco global continua baixo.

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