terça-feira, 13 outubro 2026

Alex Saab deportado pela Venezuela para os Estados Unidos

 
Saab, de 54 anos, amigo pessoal de Maduro, é acusado há anos nos Estados Unidos de enriquecimento ilícito através de contratos governamentais e de servir de testa-de-ferro do líder chavista.
De acordo com a agência de notícias EFE, Saab, de origem colombiana, chegou no sábado ao aeroporto de Opa-locka, no condado de Miami-Dade, escoltado por agentes federais, incluindo da agência antidroga dos Estados Unidos, DEA.

Horas antes , o Serviço Administrativo de Identificação, Migração e Estrangeiros (SAIME) venezuelano anunciou a deportação, “em conformidade com as disposições da lei de imigração venezuelana”.

“A medida de deportação foi adotada tendo em conta que o referido cidadão colombiano está envolvido em diversos crimes nos Estados Unidos da América, como é do conhecimento público e amplamente divulgado”, afirmou o SAIME, num comunicado de imprensa, publicado na rede social Instagram.

“É uma ótima notícia para os venezuelanos que este criminoso enfrentará a justiça”, disse um dirigente da oposição na Venezuela, Juan Pablo Guanipa, na rede social X.

Num mensagem em que partilhou uma fotografia de Saab ao lado do presidente do parlamento de Caracas, Jorge Rodríguez, Guanipa celebrou a deportação de Saab, que acusou de ter enriquecido “à custa da fome dos venezuelanos”.

“Tornou-se milionário vendendo alimentos fora do prazo de validade e ajudando os líderes do regime a contornar as sanções e a saquear a nossa nação”, acrescentou o opositor.Guanipa prometeu ainda que Saab enfrentará a justiça no futuro, numa “Venezuela democrática”.

Em março, o jornal New York Times noticiou que a administração Trump estava a negociar a extradição de Saab, um aliado importante do antigo Presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Preso em 2020, em Cabo Verde, Saab foi mais tarde extraditado para os Estados Unidos, mas regressou à Venezuela em 2023, no âmbito de uma troca de prisioneiros durante a anterior administração do democrata Joe Biden. Procuradores norte-americanos acusaram Saab de corrupção em janeiro, pouco depois de os Estados Unidos terem capturado Maduro e a mulher, Cilia Flores, que foram transferidos para Nova Iorque para responder a acusações de tráfico de droga.

Segundo o New York Times, o novo Governo venezuelano, liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez, deteve Saab no início de fevereiro, a pedido de Washington.

O empresário colombiano, descrito como diplomata pelo Governo de Maduro em 2020, foi recebido como um herói na Venezuela em dezembro de 2023 e nomeado em janeiro de 2024 presidente do Centro Internacional de Investimentos Produtivos.

Na altura, Maduro afirmou que, com esse cargo, Saab traria investimento para o país rico em petróleo.

Em outubro de 2024, Saab foi nomeado ministro da Indústria e Produção Nacional, cargo do qual foi exonerado por Delcy Rodríguez em janeiro passado, duas semanas depois do ataque dos Estados Unidos a Caracas e a três regiões próximas, que resultou na captura de Maduro.

Saab, de 54 anos, amigo pessoal de Maduro, é acusado há anos nos Estados Unidos de enriquecimento ilícito através de contratos governamentais e de servir de testa-de-ferro do líder chavista.

A Semana com Observador/Lusa

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Comentários

joão do rosário
5 dias atrás

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jcf
7 dias atrás

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joão do rosário
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