O chefe da diplomacia francesa falou durante uma conferência de imprensa, realizada após uma reunião de crise no Quai d'Orsay, onde referiu que “a manutenção indefinida das operações militares sem um objectivo claro aumenta o risco de escalada", instando o Irão a comprometer-se “com mudanças significativas" para permitir uma desescalada na região.
Jean-Noël Barrot reconheceu que, no Líbano, o Hezbollah cometeu um “grave erro” ao envolver-se num conflito em que as autoridades, bem como o povo libanês, se recusam a participar, e apelou ao Hezbollah para que “ponha um fim imediato a estas operações”.
“A população pagou o preço esta manhã, com dezenas de mortos e dezenas de milhares de deslocados.”
O responsável pela diplomacia francesa defendeu que “a segurança e a estabilidade no Médio Oriente não podem ser construídas à margem dos princípios da justiça e do Estado de direito", sublinhando que "a França e a Europa estão preparadas para desempenhar um papel de liderança na concretização deste objectivo".
Jean-Noël Barrot considerou ainda “lamentável” que a escalada tenha resultado de uma ofensiva lançada à porta do Conselho de Segurança da ONU. “A intervenção unilateral decidida por Israel e pelos Estados Unidos deveria ter sido discutida nos fóruns apropriados”, acrescentou, salientando também a “enorme responsabilidade do Irão pela sua recusa em negociar”.
O ministro garantiu que está a “acompanhar de perto” a situação dos cidadãos franceses no Médio Oriente. “Estamos a trabalhar para facilitar o regresso dos nossos cidadãos a França assim que a situação o permita”, declarou.
Os esforços concentram-se sobretudo em Israel, onde já existia um sistema de repatriamento durante a guerra de 12 dias no Irão, no ano passado, e nos Emirados Árabes Unidos, onde muitos cidadãos franceses aguardam voos de ligação. Jean-Noël Barrot reforçou que, até agora, a França não sofreu baixas nos confrontos em curso na região.
A Semana com RFI






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