"Neste momento, a zona sul é a mais afetada, com cerca de 40% da província de Gaza submersa e distritos da província de Maputo inundados e, nalgumas situações, isolados", de acordo com uma nota divulgada pelo Ministério dos Transportes e Logística de Moçambique.
Segundo uma avaliação feita até sexta-feira, pelo menos 152 quilómetros "estavam completamente destruídos e mais de três mil quilómetros praticamente afetados em todo o território nacional, de estradas classificadas".
Entretanto, também foram afetadas outras vias de acesso não classificadas que já eram precárias e que agora, com o nível das águas, estão praticamente intransitáveis.
"Há zonas críticas, como as províncias de Gaza ,Maputo e também em Sofala. Temos vias quase intransitáveis, como resultado da emergência do nível das águas", refere o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, citado na informação.
O objetivo é fazer a reposição das vias o mais rápido possível, para "dar assistência às famílias que estão em situação de inacessibilidade", garantindo nomeadamente a alimentação, é ainda acrescentado.
Pelo menos 103 pessoas morreram e 173 mil foram afetadas desde o início da época das chuvas em Moçambique que também já causou a destruição total de 1.160 casas e deixou mais de 4.000 parcialmente inundadas, avançou o Governo, que na sexta-feira (16.01) decretou alerta vermelho nacional.
Forças sul-africanas em operações de busca
Uma equipa de busca e salvamento da Força de Defesa Nacional da África do Sul (SANDF) já está em Moçambique para auxiliar nas zonas atingidas pelas cheias. De acordo com um comunicado da SANDF, a equipa é composta por um helicóptero Oryx da Força Aérea Sul-Africana, para auxiliar nas operações de busca em Moçambique, "devido às severas condições meteorológicas".
"A aeronave e a equipa de reconhecimento aterraram com sucesso em Maputo e vão operar em cooperação com várias equipas de resgate de emergência, bem como com agências de gestão de catástrofes de Moçambique, no âmbito da Operação CHARIOT", refere-se no documento.
Segundo as Forças Armadas sul-africanas, está previsto ainda o envio de mais meios aéreos para auxiliar na missão de socorro em Moçambique, enquanto outras equipas apoiam várias comunidades afetadas pelas cheias do lado sul-africano, igualmente afetado por fortes chuvas.
Chapo cancela ida ao Fórum de Davos
O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, cancelou a participação na reunião anual do Fórum Económico Mundial, que arranca esta segunda-feira (19.01) em Davos, na Suíça, para continuar no país a acompanhar a situação das populações afetadas pelas cheias.
Chapo decidiu não se deslocar a Davos, "ara acompanhar de forma direta a situação das populações afetadas pelas cheias que assolam várias regiões de Moçambique", é explicado um comunicado da presidência moçambicana.
"O Governo mantém como prioridade absoluta a proteção da vida humana, a assistência às famílias em situação de vulnerabilidade, a salvaguarda de infraestruturas essenciais e a preparação das ações de recuperação e reconstrução das zonas atingidas pelas cheias", lê-se no documento.
Com o cancelamento da ida do Presidente à Suíça, altas individualidades do Estado foram destacadas para representar Moçambique na 56.ª Reunião Anual do Fórum Económico, que deverá assegurar a participação ativa do país nos debates e encontros de alto nível.
A Semana com DW






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