domingo, 11 outubro 2026

Brasil: Lula diz-se confiante numa reviravolta e garante que o Brasil "não vai voltar a ser governado pelo fascismo"

Presidente brasileiro promete "muitos debates" na televisão e na internet antes da segunda volta.

 

"Vai haver muito debate na televisão, vai haver debate na Internet. Agora estou a tornar-me o rei das selfies, estou a tornar-me um internauta. Por isso, preparem-se, porque vamos, Lula", declarou durante a marcha, naquele que foi o seu primeiro ato de campanha nas ruas desde a primeira volta.

O presidente brasileiro, Lula da Silva, retomou esta sexta-feira a campanha nas ruas e mostrou-se confiante numa reviravolta dos resultados da primeira volta das eleições, que o deixou dois pontos percentuais abaixo do opositor Flávio Bolsonaro.

"Vamos ganhar estas eleições! Podem ter a certeza de que este país não vai voltar a ser governado pelo fascismo", exclamou, segundo a CNN Portugal, o líder progressista, em cima de uma carrinha, rodeado por centenas de apoiantes vestidos de vermelho, em Ceilândia, na periferia de Brasília.

A primeira sondagem publicada após a primeira volta, divulgada na quinta-feira pela empresa de estudos de opinião Datafolha, não trouxe boas notícias para o atual presidente: Flávio Bolsonaro venceria a segunda volta com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula.

Lula obteve um resultado "inesperado" no passado domingo, ao reunir 45% dos votos, menos dois pontos percentuais do que o filho mais velho do antigo presidente de extrema-direita, Jair Bolsonaro.

Nos últimos cinco dias, o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) reuniu-se com aliados para tentar corrigir a estratégia de campanha, que passará por aumentar a sua presença nas redes sociais.

"Vai haver muito debate na televisão, vai haver debate na Internet. Agora estou a tornar-me o rei das selfies, estou a tornar-me um internauta. Por isso, preparem-se, porque vamos, Lula", declarou durante a marcha, naquele que foi o seu primeiro ato de campanha nas ruas desde a primeira volta.

Enquanto posava com bandeiras do Brasil e dava autógrafos, Lula aproveitou para atacar o seu adversário, que associou ao escândalo do Banco Master, um esquema complexo de fraude financeira que envolveu numerosas figuras públicas, entre as quais Flávio e aliados próximos do chefe de Estado.

Conforme a mesma fonte, acusou também o candidato do Partido Liberal (PL) de "amar" a bandeira norte-americana mais do que a brasileira, numa referência às ligações da família Bolsonaro à administração de Donald Trump.

Durante a caminhada, Lula defendeu ainda a redução do horário de trabalho de 44 para 40 horas semanais, uma iniciativa em análise no Senado, o combate aos feminicídios e a aposta na educação em detrimento da política de armamento dos Bolsonaro.

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Comentários

joão do rosário
3 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
5 dias atrás

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joão do rosário
7 dias atrás

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