O ministro do Desporto, António Augusto Duarte, defendeu hoje, em Santa Maria, na ilha do Sal, que o futebol africano deve converter o seu potencial em desenvolvimento económico e social, através de investimento, formação e profissionalização das competições.
A participação de Cabo Verde no Campeonato do Mundo de Futebol de 2026, segundo o ministro, representa um momento de orgulho nacional e para o continente africano, devendo também servir de impulso para novas ambições no desenvolvimento do desporto.
Ao discursar no encerramento da Conferência Estratégica da Confederação Africana de Futebol (CAF), António Augusto Duarte salientou que o continente dispõe de talento, criatividade e uma juventude dinâmica, mas enfrenta o desafio de transformar essas capacidades em estruturas sólidas, oportunidades concretas e resultados duradouros.
Na sua intervenção, o governante apontou a formação de jovens jogadores, treinadores e árbitros, a melhoria das infra-estruturas, o desenvolvimento da medicina desportiva e a utilização do conhecimento científico como áreas que exigem investimento contínuo.
O ministro defendeu igualmente uma visão do futebol que ultrapasse os resultados dentro das quatro linhas, tendo em conta o seu contributo para a criação de emprego, a promoção do turismo, a inclusão social e o fortalecimento das comunidades.
Para Duarte, África deve assumir um papel mais activo na criação de valor em torno do futebol mundial, em vez de se limitar a fornecer jogadores talentosos a outros mercados.
Ao abordar a experiência cabo-verdiana, aquele responsável sublinhou o percurso da selecção nacional como demonstração de que a organização, a determinação, o investimento e a confiança nos jovens permitem alcançar níveis elevados de competitividade.
A participação de Cabo Verde no Campeonato do Mundo de Futebol de 2026, segundo o ministro, representa um momento de orgulho nacional e para o continente africano, devendo também servir de impulso para novas ambições no desenvolvimento do desporto.
Salientou ainda que as conclusões da conferência devem traduzir-se em medidas concretas, através de políticas, programas, investimentos e parcerias, envolvendo governos, federações, clubes, sector privado, organizações internacionais e jovens.
“Devemos sair daqui com uma responsabilidade que não vale. Fazer mais, fazer melhor e fazer, acima de tudo, juntos”, declarou, apelando à cooperação entre as instituições para consolidar uma estratégia de longo prazo para o futebol africano.
O governante manifestou também confiança na capacidade do continente para alcançar o título mundial no próximo mundial, ao afirmar que “é sim possível que o campeão do mundo de 2030 seja um país africano”.
No final, em nome do Governo e do povo cabo-verdiano, agradeceu à CAF, às 54 federações nacionais, aos parceiros e aos participantes pela escolha de Cabo Verde para acolher o encontro que decorre de 07 a 09 corrente, defendendo um futuro para o desporto africano mais unido, inclusivo e próspero.
A Semana com Inforpress

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