A ministra da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social afirmou hoje, em São Domingos, que a visita aos municípios visa reforçar parcerias, identificar desafios locais, melhorar as respostas sociais e promover uma inclusão mais eficaz no país.
Segundo a Inforpess, Adélsia Almeida indicou que a ronda de visitas aos municípios visa reforçar a cooperação institucional, identificar desafios locais e preparar novas parcerias para melhorar as respostas sociais e a inclusão no país.
Em declarações à imprensa, à margem da visita à Câmara Municipal de São Domingos, a governante disse que esta primeira deslocação tem como objectivo estabelecer um contacto directo com os decisores municipais, partilhar prioridades comuns e recolher subsídios para futuras intervenções conjuntas.
"É uma visita de contacto, de recolha, de reforço de parceria, mas também de análise de novas possibilidades que podemos desenvolver em conjunto", afirmou.
Segundo Adélsia Almeida, o ministério que tutela já desenvolve, em articulação com as autarquias, diversos serviços, entre os quais o apoio às vítimas de Violência Baseada no Género (VBG), a rede de protecção da criança, programas de inclusão das pessoas idosas, o Cadastro Social Único e iniciativas de inclusão produtiva.
A ministra anunciou igualmente novos programas que exigirão “um reforço da cooperação” com os municípios, destacando o alargamento do horário escolar, iniciativa que será implementada em parceria com os ministérios da Educação, Cultura e Administração Interna.
Segundo a governante, o programa pretende garantir maior protecção às crianças no período em que não estão na escola, permitindo simultaneamente que os pais possam exercer a sua actividade profissional com maior tranquilidade.
Outra prioridade passa pelo reforço da inclusão das pessoas com deficiência e pela reorganização dos serviços sociais, através da criação de centros únicos de prestações sociais.
Conforme a fonte refeirda, a ideia, explicou, é concentrar num único espaço os diferentes serviços de atendimento, evitando que os cidadãos tenham de recorrer a várias instituições para obter respostas fragmentadas, permitindo igualmente optimizar recursos humanos e financeiros.
Questionada sobre o Cadastro Social Único, alvo de críticas quanto à sua utilização, Adélsia Almeida reconheceu a necessidade de introduzir melhorias no instrumento.
Segundo esclareceu, uma avaliação recente permitiu identificar lacunas, nomeadamente ao nível dos indicadores utilizados para classificar as famílias.
Adiantou, por outro lado, que o seu ministério iniciará, nos próximos dias, um processo de revisão dos indicadores, de forma a adequá-los melhor à realidade socioeconómica cabo-verdiana e reduzir situações de percepção de injustiça.
Como exemplo, referiu o caso de idosos que vivem sozinhos e em situação de vulnerabilidade, mas que dificilmente são classificados no nível mais elevado de prioridade, devido ao peso atribuído à existência de crianças menores de 15 anos no agregado familiar.
"Precisamos equilibrar os indicadores para responder também ao envelhecimento da população e às vulnerabilidades específicas deste grupo", sustentou.
Segundo ainda a Inforpress, Adélsia Almeida garantiu ainda que o processo de revisão deverá estar concluído antes de Dezembro, após um período de concertação com os diferentes intervenientes.
A mesma fonte defendeu que uma maior participação permitirá alcançar um instrumento "mais justo e mais ajustado" às necessidades do país.
No âmbito desta ronda de contactos, a ministra visitou hoje os municípios de São Domingos e Tarrafal, seguindo na sexta-feira, 24, para Santa Catarina, estando igualmente previstas deslocações aos restantes municípios de Santiago e, posteriormente, às demais ilhas do país.






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