Cerca de 50 mil mulheres e raparigas morreram ou ficaram gravemente feridas durante a guerra em Gaza - incluindo 277 que morreram desde o cessar-fogo de há um ano - e um milhão continuam deslocadas, recordou a ONU Mulheres na semana em que se assinalam três anos do início do conflito.
"Mais de 38 mil morreram e 11.700 sofreram ferimentos tão graves que ficaram com incapacidades permanentes", afirmou, segundo a agência EFE, esta sexta-feira, em conferência de imprensa, a responsável pela ação humanitária da ONU Mulheres, Sofia Calltorp.
Acrescentou que praticamente todas as mulheres e raparigas da Faixa de Gaza continuam a viver em tendas ou entre as ruínas das suas casas, na condição de deslocadas internas.
Conforme a mesma fonte, Calltorp afirmou que o conflito "transformou a vida familiar", uma vez que o número de agregados familiares chefiados por mulheres duplicou nos últimos três anos. Atualmente, um em cada quatro agregados encontra-se nesta situação.
Nestes agregados, "as mulheres têm frequentemente de enfrentar uma pobreza crescente, deslocações sucessivas e a responsabilidade de cuidar da família com recursos cada vez mais escassos".
Calltorp denunciou ainda que as organizações que prestam apoio às mulheres em Gaza têm alertado para um aumento da violência de género e dos problemas de saúde mental entre as mulheres.

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