quinta-feira, 15 outubro 2026

E Economia

Sal: Vendedeiras ambulantes denunciam actuações “arbitrárias e discriminatórias” de agentes da fiscalização

Um grupo de vendedeiras ambulantes, na ilha do Sal, saiu, esta segunda-feira, à rua em manifestação contra aquilo que designaram de actuações “arbitrárias e discriminatórias” de agentes da fiscalização da câmara municipal, dizendo-se “injuriadas” com tal tratamento.
 

Posicionando-se em frente ao Comando da Polícia Nacional (PN), nos Espargos, o grupo de 15 vendedeiras ambulantes, empunhando cartazes reivindicando “seus direitos”, marchou. segundo descrave a Inforpress, desde Morro Curral até ao edifício dos Paços do Concelho.

Chegados lá, foram barrados por agentes da PN, que não lhes permitiu acesso à entrada principal do edifício da câmara, tendo ficado no passeio em frente ao Hotel Atlântico, situação que as desagradou por entenderem que o descontentamento deveria ser manifestado à porta dos Paços do Concelho.

Conforme a mesma fonte, as rabidantes, todas da ilha de Santiago, queixam-se da apreensão “abusiva” dos seus produtos, de violação dos seus direitos básicos a ter um espaço condigno para venderem os seus produtos e ganhar um pão de cada dia, entre outras reclamações.

“Os agentes da Polícia Nacional e os fiscais da Câmara Municipal do Sal agridem-nos em plena via pública, tomam as nossas coisas, os nossos carrinhos com verduras, de forma agressiva”, contou Delminda da Luz, uma das vendedeiras que se diz, igualmente, “magoada” com a atitude do presidente da câmara Júlio Lopes, o qual, acusou, face às reclamações, lhes mandou tomar uma cesta básica nas lojas para “sustentar os filhos”.

Também indignada com a situação, Maria Monteiro, conhecida por Mariacinha, declarou: “Pensei que o presidente fosse para o povo e não para uns poucos. Ele está a destruir as pessoas em vez de acautelar os seus direitos e melhorar a sua condição e qualidade de vida”.

Em solidariedade com as vendeiras, Silvino Sena, vendedor de peixe, não questiona as medidas, corroborando, entretanto, da opinião que há que se criar condições para depois exigir, já que “a câmara não tem emprego para dar a essa gente”, referiu.

“Sal não tem um mercado que preste. Aplaudimos a fiscalização, mas quando se quer acabar com a venda ambulante há que criar condições primeiro”, exteriorizou.

Reclamando a “falta de condições” do espaço onde a câmara as quer colocar, o grupo de vendedeiras apela para a sensibilidade das autoridades até a conclusão e funcionamento do Mercado Municipal dos Espargos, ainda em obras.

Reagindo a essa manifestação, a vereadora da Administração, Finanças e Património, Turismo e Desenvolvimento Económico, Carla Carvalhal, explicou que foram realizadas campanhas de informação e sensibilização, encontros e formações, e, mesmo assim, enfatizou, “um pequeno grupo de vendedeiras não aceita essa proibição”.

“E quer continuar a vender em plena praça central da cidade, o que está a pôr em causa a autoridade da Câmara Municipal do Sal”, disse.

Segundo ainda a Inforpress, informando que as obras do mercado de Morro Curral “estão na fase final” faltando apenas a aquisição por concurso público dos equipamentos, a responsável camarária disse que após a manifestação de hoje a câmara recebeu as vendedeiras, reiterando essa proibição.

“E comprometendo-se a continuar o trabalho para que essas vendedeiras sigam o exemplo da maioria e assim passar a vender os seus produtos nos locais indicados”, avisou.

Segundo a vereadora, a previsão é para dentro de dois meses o mercado estar aberto ao público.

 

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Comentários

joão do rosário
7 dias atrás

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jcf
9 dias atrás

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