quinta-feira, 08 outubro 2026

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Andebol: Clubes recusam participar no “final four” do nacional e pedem mudança na direcção da FCA

Os clubes apurados para a “final four” do Campeonato Nacional de Andebol 2026 decidiram não participar na fase final da competição nas condições apresentadas pela FCA, alegando sucessivos adiamentos, alterações de datas e locais e falta de comunicação.

 

 

A posição, segundo os signatários, não representa uma desistência da modalidade, mas uma tomada de posição em defesa dos atletas, clubes e demais agentes do andebol.

 

A decisão consta de um comunicado conjunto assinado, no sector masculino, pela Organização Desportiva Ribeira Funda (ODERF), ASA Star, Atlétice Clube Mindelo e Grupo Desportivo e Cultural da Praia. No feminino, subscrevem o documento o Grémio Desportivo Amarante, Clube Desportivo ABC e Associação Escola de Futebol Djack Sora.

Os clubes consideram que a indefinição em torno da prova e a ausência de uma auscultação efectiva dos clubes demonstram falta de diálogo e organização por parte da Federação Cabo-Verdiana de Andebol (FCA).

A contestação estende-se à actual gestão da Federação. Os signatários manifestam preocupação com o funcionamento e a governação da FCA e alertam que a actual situação poderá comprometer o arranque da época 2026/2027.

Neste sentido, anunciam que irão solicitar às respectivas associações regionais a realização de diligências para avaliar a continuidade da actual Direcção da FCA, incluindo uma eventual destituição através dos mecanismos previstos nos estatutos.

Os clubes defendem ainda um processo que conduza à constituição de uma nova direção, capaz de restabelecer a confiança, o diálogo e a estabilidade institucional no andebol cabo-verdiano.

A posição, segundo os signatários, não representa uma desistência da modalidade, mas uma tomada de posição em defesa dos atletas, clubes e demais agentes do andebol.

Em resposta, a presidente da FCA, Ângela Almeida, rejeitou as críticas dos clubes e afirmou que a federação “criou as condições necessárias para a realização do campeonato nacional”, incluindo transporte, alojamento e alimentação sem custos para as equipas.

Ângela Almeida explicou que os adiamentos estavam relacionados principalmente com constrangimentos no “transporte aéreo e com a situação registada na ilha do Fogo”, garantindo que as alterações foram comunicadas às associações e clubes.

A dirigente informou ainda que a FCA propôs novas datas para a conclusão da competição, 10 e 11 de Outubro, para o feminino, em São Vicente, e 17 e 18 de Outubro, para o masculino, na Praia, aguardando a confirmação dos clubes.

Quanto às acusações de falta de transparência, a presidente da FCA afirmou que a competição é organizada com base em regulamentos previamente definidos e enviados aos clubes e associações.

Ângela Almeida disse ainda respeitar a decisão dos clubes, mas apelou ao diálogo e à serenidade, sublinhando que a federação não pretende entrar em conflito com os clubes ou atletas.

“Nós não queremos ganhar uma disputa com os clubes, queremos o andebol cabo-verdiano. Estamos a trabalhar para desenvolver o andebol em Cabo Verde”, afirmou Ângela Almeida, que disse respeitar a decisão dos clubes e apelou ao diálogo e ao cumprimento das regras da modalidade.

“Queremos um andebol saudável e que se proteja para o futuro. Não quero briga com ninguém, não quero guerra”, concluiu.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
1 dias atrás

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jcf
3 dias atrás

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joão do rosário
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