Os Camarões venceram pela primeira vez o Campeonato Africano das Nações de futebol feminino, derrotando na final o Malawi por 3-0. Cabo Verde ficou pela fase de grupos.
A final do CAN de futebol feminino decorreu no Estádio Moulay Hassan, em Rabat, em território marroquino entre os Camarões, que nunca tinham vencido a prova em 13 presenças, e o Malawi, que participou pela primeira vez na competição.
As camaronesas acabaram por vencer por 3-0 o Malawi. Pela primeira vez na história, os Camarões arrecadaram o troféu do Campeonato Africano das Nações de futebol feminino.
Na luta pelo terceiro lugar foi a Argélia que acabou por conquistar a medalha de bronze, derrotando o país anfitrião, Marrocos por 3-2 na marcação das grandes penalidades, isto após o empate a uma bola no tempo regulamentar, num jogo que decorreu no Estádio Olímpico de Rabat.
De relembrar que estas quatro equipas carimbaram o passaporte para o Mundial de 2027 no Brasil.
Quanto a Cabo Verde terminou no quarto e último lugar no Grupo D com um ponto na fase de grupos. As cabo-verdianas perderam por 2-0 frente ao Gana, foram derrotadas por 3-2 pelo Mali e empataram a uma bola com os Camarões.
As Tubarões Azuis foram as únicas que não perderam diante das camaronesas nesta competição.
A RFI falou com Luriane Tavares, atacante de 19 anos, que representou o Racing Power FC, em Portugal, durante a temporada 2025/2026.
Ao microfone da RFI, Luriane Tavares, internacional cabo-verdiana, admitiu que a equipa está de parabéns e que agora é necessário trabalhar para obter resultados melhores na próxima participação no CAN de futebol feminino.
RFI: Com que sentimento saiu do jogo diante dos Camarões?
Luriane Tavares: Foi um misto de emoções. Parabéns à equipa. Acreditámos até ao fim. Demos o nosso melhor. Foi um ponto que, para nós, foi com um sabor de vitória. Jogámos contra a melhor equipa do nosso grupo e isso também prova que podíamos fazer melhor. Agora é trabalhar para, nas próximas edições, fazer melhor. Acho que o nosso país não merece ficar onde ficou. É trabalhar agora para quem sabe um dia chegar ao topo e ir mais longe no CAN.
Quer dizer que há uma certa decepção? Sentem que, nos primeiros jogos, poderiam ter feito mais?
Sim, com certeza. A equipa toda sentiu em todos os jogos que podíamos ter feito um bocadinho mais. Mas o futebol é assim. Acho que o que afectou um pouco a equipa foi a falta de experiência e de maturidade neste tipo de competição. É algo normal, é algo que para nós, iniciantes, é algo natural que podia acontecer. Agora é trabalhar! Já sabemos agora, mais ou menos, como é esse tipo de competição. É trabalhar e evoluir para que nas próximas edições virmos fazer melhor.
O que é que se retira como experiência desta participação e que vai levar para a próxima temporada?
É acreditar sempre umas nas outras. Trabalhar até ao fim. Acreditar até ao fim. Acho que o futebol é um desporto onde nem sempre os mais fortes vencem. O que eu posso tirar dessa competição, em geral, para mim, individualmente, é saber que eu posso fazer melhor, posso acreditar e ficar confiante para o futuro.
A Semana com RFI

Reportar
Os meus comentários