terça-feira, 28 julho 2026

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Zidane sucede a Deschamps e é o novo selecionador de França

Antigo jogador gaulês é o novo selecionador francês, regressando ao ativo cinco anos depois. Zidane tinha o sonho antigo de comandar uma seleção na qual brilhou como jogador e inicia o ciclo pós-Didier Deschamps.

 

"Queria começar por deixar uma mensagem de apoio a todos os bombeiros. Muitas famílias estão a viver um momento difícil. Quero também agradecer a confiança que foi depositada em mim, agradecer ao Comité Executivo, com quem estive reunido esta manhã, e a todos os colaboradores da Federação Francesa de Futebol pelo trabalho que desenvolvem diariamente", começou por referir Zidane. 

 

Agora é oficial. Zinédine Zidane é o novo selecionador de França, confirmou a Federação Francesa de Futebol (FFF) na manhã desta terça-feira. A lenda do futebol francês, que vestiu a camisola da seleção por mais de 100 ocasiões, sucede a Didier Deschamps no cargo, tendo sido formalmente apresentado pelo presidente Philippe Diallo e assinado um contrato válido até 2030. 

"Vivemos esta manhã um momento excecional. Há quase 14 anos que a Federação não enfrentava uma situação deste género. E é também um momento especial pela pessoa que está aqui ao meu lado", afirmou o líder máximo da FFF, na hora de apresentar Zidane. 

Sem clube desde 2021, depois de deixar o Real Madrid, o técnico francês de 54 anos foi associado, ao longo dos últimos anos, a vários clubes europeus e da Arábia Saudita, mas o sonho de comandar a seleção pela qual tanto brilhou falou mais alto, tendo aguardado pelo momento certo para ocupar o lugar deixado por Deschamps. 

 

As primeiras palavras de Zidane

Depois de Diallo ter dado o arranque à cerimónia de apresentação do novo selecionador, Zidane tomou a palavra para deixar um agradecimento especial, ainda antes de responder às questões dos jornalistas presentes, e uma palavra de apreço aos bombeiros que se encontram a combater os fogos que têm assolado o país. 

"Queria começar por deixar uma mensagem de apoio a todos os bombeiros. Muitas famílias estão a viver um momento difícil. Quero também agradecer a confiança que foi depositada em mim, agradecer ao Comité Executivo, com quem estive reunido esta manhã, e a todos os colaboradores da Federação Francesa de Futebol pelo trabalho que desenvolvem diariamente", começou por referir Zidane. 

"Hoje é um dia que representa a continuidade de um sonho. Ao longo dos últimos quatro ou cinco anos recebi propostas para assumir clubes, mas recusei todas porque a seleção francesa era a única coisa que queria treinar. Conheço esta casa desde criança: comecei nos escalões jovens, fui subindo todas as etapas até chegar à seleção principal. Vou dar tudo para que esta equipa continue a vencer. É isso que me move", garantiu o novo selecionador francês. 

 

Estreia agendada para setembro 

Zinédine Zidane não terá muito tempo para preparar a estreia oficial, que acontece já no final de setembro, em jogo da fase de grupos da Liga das Nações. 

A seleção gaulesa vai defrontar a Turquia a 25 de setembro, visitando a Bélgica três dias depois. A estreia em solo francês acontecerá já em outubro, dia 2, frente a Itália, seguindo-se um novo embate com os belgas, desta vez em casa, a 5 de outubro. 

 

O legado de Deschamps

Didier Deschamps despediu-se do cargo de selecionador de França no passado sábado, com uma derrota diante de Inglaterra (4-6) na luta pelo terceiro lugar do Mundial2026. 

O experiente treinador de 57 anos esteve ao leme dos Blues ao longo dos últimos 14 anos e conquistou um Campeonato do Mundo (em 2018) e uma Liga das Nações (em 2021). Ainda antes do embate com os ingleses, Deschamps garantiu que iria "sentir saudades" de "representar França" enquanto selecionador. 

"Sei muito bem que é o fim. Ninguém vai chorar, mas sei que vou ter saudades da seleção. Tive o privilégio de viver momentos mágicos e outros mais difíceis por 25 anos [11 como jogador]. Representar a França foi o melhor que me aconteceu e isso deixa uma marca ainda maior, pois ficam lembranças inesquecíveis, mas sou uma pessoa positiva por natureza e o importante é o que se segue", afirmou. 

No currículo de Deschamps ficam, ainda, as finais perdidas no Euro2016, como anfitriões e diante de Portugal (1-0, após prolongamento), com um golo do suplente Eder, e do Mundial2022, no desempate por penáltis com a Argentina (4-2, depois da igualdade 3-3 no fim dos 120 minutos), no Qatar.

 

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Comentários

Soares
17 dias atrás

Pobresa , palavra que precisa sair nosso dicionário.

Miranda
21 dias atrás

Boa sorte

Terra
11 dias atrás

Mesmo verdade roupa sujo tem que ser lavado dentro da casa para os que não sabe o que fala,

Pub-Reportagem

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