Antigo jogador gaulês é o novo selecionador francês, regressando ao ativo cinco anos depois. Zidane tinha o sonho antigo de comandar uma seleção na qual brilhou como jogador e inicia o ciclo pós-Didier Deschamps.
"Queria começar por deixar uma mensagem de apoio a todos os bombeiros. Muitas famílias estão a viver um momento difícil. Quero também agradecer a confiança que foi depositada em mim, agradecer ao Comité Executivo, com quem estive reunido esta manhã, e a todos os colaboradores da Federação Francesa de Futebol pelo trabalho que desenvolvem diariamente", começou por referir Zidane.
Agora é oficial. Zinédine Zidane é o novo selecionador de França, confirmou a Federação Francesa de Futebol (FFF) na manhã desta terça-feira. A lenda do futebol francês, que vestiu a camisola da seleção por mais de 100 ocasiões, sucede a Didier Deschamps no cargo, tendo sido formalmente apresentado pelo presidente Philippe Diallo e assinado um contrato válido até 2030.
"Vivemos esta manhã um momento excecional. Há quase 14 anos que a Federação não enfrentava uma situação deste género. E é também um momento especial pela pessoa que está aqui ao meu lado", afirmou o líder máximo da FFF, na hora de apresentar Zidane.
Sem clube desde 2021, depois de deixar o Real Madrid, o técnico francês de 54 anos foi associado, ao longo dos últimos anos, a vários clubes europeus e da Arábia Saudita, mas o sonho de comandar a seleção pela qual tanto brilhou falou mais alto, tendo aguardado pelo momento certo para ocupar o lugar deixado por Deschamps.
As primeiras palavras de Zidane
Depois de Diallo ter dado o arranque à cerimónia de apresentação do novo selecionador, Zidane tomou a palavra para deixar um agradecimento especial, ainda antes de responder às questões dos jornalistas presentes, e uma palavra de apreço aos bombeiros que se encontram a combater os fogos que têm assolado o país.
"Queria começar por deixar uma mensagem de apoio a todos os bombeiros. Muitas famílias estão a viver um momento difícil. Quero também agradecer a confiança que foi depositada em mim, agradecer ao Comité Executivo, com quem estive reunido esta manhã, e a todos os colaboradores da Federação Francesa de Futebol pelo trabalho que desenvolvem diariamente", começou por referir Zidane.
"Hoje é um dia que representa a continuidade de um sonho. Ao longo dos últimos quatro ou cinco anos recebi propostas para assumir clubes, mas recusei todas porque a seleção francesa era a única coisa que queria treinar. Conheço esta casa desde criança: comecei nos escalões jovens, fui subindo todas as etapas até chegar à seleção principal. Vou dar tudo para que esta equipa continue a vencer. É isso que me move", garantiu o novo selecionador francês.
Estreia agendada para setembro
Zinédine Zidane não terá muito tempo para preparar a estreia oficial, que acontece já no final de setembro, em jogo da fase de grupos da Liga das Nações.
A seleção gaulesa vai defrontar a Turquia a 25 de setembro, visitando a Bélgica três dias depois. A estreia em solo francês acontecerá já em outubro, dia 2, frente a Itália, seguindo-se um novo embate com os belgas, desta vez em casa, a 5 de outubro.
O legado de Deschamps
Didier Deschamps despediu-se do cargo de selecionador de França no passado sábado, com uma derrota diante de Inglaterra (4-6) na luta pelo terceiro lugar do Mundial2026.
O experiente treinador de 57 anos esteve ao leme dos Blues ao longo dos últimos 14 anos e conquistou um Campeonato do Mundo (em 2018) e uma Liga das Nações (em 2021). Ainda antes do embate com os ingleses, Deschamps garantiu que iria "sentir saudades" de "representar França" enquanto selecionador.
"Sei muito bem que é o fim. Ninguém vai chorar, mas sei que vou ter saudades da seleção. Tive o privilégio de viver momentos mágicos e outros mais difíceis por 25 anos [11 como jogador]. Representar a França foi o melhor que me aconteceu e isso deixa uma marca ainda maior, pois ficam lembranças inesquecíveis, mas sou uma pessoa positiva por natureza e o importante é o que se segue", afirmou.
No currículo de Deschamps ficam, ainda, as finais perdidas no Euro2016, como anfitriões e diante de Portugal (1-0, após prolongamento), com um golo do suplente Eder, e do Mundial2022, no desempate por penáltis com a Argentina (4-2, depois da igualdade 3-3 no fim dos 120 minutos), no Qatar.
A Semana com Notícias ao Minuto

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