sábado, 03 outubro 2026

Governo reforça capacidade investigativa da Polícia Judiciária com 74 novos efectivos

Joana Rosa, que falava à imprensa, momentos antes de presidir a cerimónia de abertura da formação para os novos inspectores e seguranças estagiários de nível I, sublinhou que a medida consta do programa do Governo e visa dar respostas à criminalidade designadamente o cibercrime e criminalidade financeira, sem descorar, aludiu, a criminalidade urbana e contra os mais desprotegidos como crianças e mulheres.

"A criminalidade não tem fronteiras e nós temos que ter uma Polícia Judiciária cada vez mais capacitada, treinada, com mais efectivos e iniciamos hoje uma fase importante com a formação de 74 novos efectivos entre inspectores, seguranças e técnicos de laboratório”, apontou.

A ideia, segundo a governante, é criar as condições para que a polícia científica possa trabalhar em melhores condições, mas também centrar-se na investigação criminal e no apoio ao Ministério Público e na criação de um ambiente de segurança e justiça.

Com este grupo que vai entrar, continuou a mesma fonte, cumpre-se o que prescrito no Programa do Governo, que é o reforço institucional da PJ e reforço laboratorial.

Isto porque, enfatizou, os técnicos de laboratório vão reforçar a parte relacionada com os exames e todo o trabalho e todas as atribuições que são da alçada da própria Polícia Judiciária.

Joana Rosa assegurou que o Governo está a trabalhar também a nível legislativo, com a alteração do estatuto, a nível de equipamentos e funcional, com o reforço de meios operacionais e laboratoriais e, sobretudo, no reforço e capacitação dos recursos humanos, com acções de formação especializadas para preparar a PJ para o combate às novas formas de criminalidade.

Entretanto, reconheceu que existem ainda desafios, nomeadamente ter a presença da PJ em todas as ilhas e a construção da nova sede para dar mais dignidade à instituição.

“Nós temos estado em ligação com o Património do Estado e já estamos a trabalhar num projecto de remodelação, ampliação e reabilitação do actual espaço para conferir dignidade, e estamos a trabalhar também para que a PJ possa ter em São Vicente uma nova sede”, acrescentou.

Outro desafio, segundo Joana Rosa, é a instalação de uma célula nas ilhas de Santo Antão e do Fogo.

Para a ministra, a PJ tem estado a cumprir com o seu papel, mas com a entrada desses novos efectivos vai estar “ainda em melhores condições” de cumprir as suas atribuições, de dar respostas e de garantir cada vez mais a pacificação social e trabalhar sempre na investigação criminal.

Segundo a governante, a PJ tem o seu plano de formação graças à cooperação internacional com Portugal, Estados Unidos da América e outros países.

A formação para os novos inspetores e seguranças estagiários de nível I do quadro da PJ terá a duração de seis meses.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
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