domingo, 04 outubro 2026

Câmara Municipal da Praia e Escola Profissional de Praia da Vitória atribuem bolsas a estudantes cabo-verdianos

Em conferência de imprensa nos Paços do Concelho, o presidente da Câmara Municipal da Praia, Francisco Carvalho, disse que no primeiro encontro realizado com os responsáveis da escola açoriana, no mês de Junho, estes demonstraram-se prontos para disponibilizarem bolsas de estudos para estudantes do município da Praia.

“No tempo recorde com uma disponibilidade humana enorme, nós conseguimos ter a assinatura concreta para atribuição de 12 bolsas de estudos para jovens no município. Esta dimensão é fundamental porque sabemos que o projecto de saída para estudar no exterior comporta alguns desafios” disse o autarca, realçando que o protocolo é válido por três anos.

Segundo o presidente, a oportunidade é aberta a todos os que desejam estudar nos Açores, sublinhando que o “grande gesto” da instituição é de enorme importância para o município.

O presidente do conselho de administração da Escola Profissional de Praia da Vitória, Domingos Borges, explicou que, pela primeira vez, a escola criada em 1995 vai ter vagas para alunos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Segundo o docente, a escola vai oferecer a oportunidade de ter uma ocupação para adquirir rendimento e ser auto-suficiente, adiantando que são seis cursos nomeadamente agro-pecuária, indústrias alimentares, restaurante bar, cozinha e pastelaria, acção educativa, electrónico e computadores, com duas vagas cada para alunos cabo-verdianos.

“Nós já temos alojamento e um espaço para alimentação, recebem um subsídio mensal. Temos 10 meses de aula, e os dois meses em que não há aula, Julho e Agosto, eles têm a facilidade de ocupar postos de trabalho provisório porque o turismo está a crescer, e a desempenhar tarefas para compensar nesses dois meses sem subsídio", esclareceu.

Os cursos são de nível IV e no fim, o objectivo é regressarem novamente para o País e realizarem o último estágio do curso numa empresa nacional.

“Não temos dúvidas de que para o ano vamos ter outras vagas para outros jovens. O presidente irá querer assinar outro protocolo porque quem tem a percepção da importância da educação e formação profissional, com quadros intermédios que asseguram a estrutura, faz um protocolo a pensar na distância”, destacou realçando a visão da autarquia local em apostar nos jovens.

“Eu quero que os jovens cabo-verdianos tenham sucessos lá, porque acaba com aquela imagem de imigrações disfarçadas. Aqui não há imigração, há uma deslocação para um período de tempo para formação e o objectivo é chegarem ao fim e voltarem à sua origem”, garantiu.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
27 dias atrás 19 horas atrás

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