Neste dia especial, a Inforpress saiu às ruas dos concelhos da Ribeira Grande e do Paul para saber como os santanenses vêem a data e se houve ou não progresso em Santo Antão pós-independência.
Camila Neves, residente em Ribeira Grande, expressou que a independência trouxe um sentimento de “renovação e esperança”, pois, segundo a mesma fonte, a liberdade da pátria deu aos cabo-verdianos um novo “alento e outros horizontes se abriram”.
“Se hoje temos boas estradas, educação, entre outros ganhos, isso tudo foi graças à nossa independência. E Santo Antão colheu os louros desse marco, embora ainda haja muito por fazer, mas mesmo assim só vejo ganhos desde então e o desenvolvimento é feito de forma faseada e é o que vejo nesses 49 anos", considerou.
Osvaldo Lopes, que também é do concelho da Ribeira Grande, destacou os avanços académicos desde a independência, é que, conforme o mesmo, a independência trouxe desenvolvimento para Santo Antão e o país.
“Ganhamos liberdade para pensar por nós mesmos e desenvolver o nosso país de acordo com as nossas possibilidades. Em Santo Antão, vimos progressos significativos, como a construção de novos edifícios e melhorias no ensino, como a construção de vários liceus na ilha e actualmente temos um polo universitário”.
Maria Nascimento, que é do concelho da Ribeira Grande, acentuou que a independência nacional foi a “melhor escolha” porque, na sua opinião, “Cabo Verde hoje é um país democrático, não há mais opressão e nem fome”.
“É uma data que não devemos esquecer porque nos deu outras possibilidades de vida, ou seja, mais dignidade. Mas na vida nem tudo é flores ainda há desafios como o desemprego e a perda da nossa população que necessita de uma especial atenção das autoridades”, mostrou.
Por outro lado, Manuel Ramos, que é do concelho da Ribeira Grande, embora reconheça a importância do dia 05 de Julho, expressou preocupações com o desenvolvimento actual de Santo Antão. "A ilha está estagnada. Em Ribeira Grande, por exemplo, não há desenvolvimento permanente. Há uma necessidade urgente de apostar nos jovens, criar mais empregos e revitalizar a economia local”, destacou.
António Semedo, residente no concelho do Paul, reflectiu sobre a significância desta data e salientou que todos deveriam comemorar a mesma porque simboliza a liberdade da pátria.
Alberto Santos, outro residente no Paul, reconheceu os avanços pós-independência, segundo a mesma fonte o país soube “muito bem” andar com seus próprios pés.
“Tivemos bons governantes, cada um com seu método de governar, tivemos melhorias como as infra-estruturas locais, as estradas, desencravamento de localidades, cais de Porto Novo, mas ainda há muito por fazer, como o prometido aeroporto de Santo Antão”, indicou.
Gustavo Veiga, outro morador do Paul, relembrou os desafios enfrentados antes da independência e as melhorias desde então.
"Cabo Verde não era nada naquele tempo. Muitas pessoas morriam de fome e a situação era crítica, especialmente no conceito do Paul. Hoje temos um país melhor devido à independência, com progressos significativos na educação, saúde”, sustentou.
A Semana com Inforpress

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