segunda-feira, 05 outubro 2026

Chissano diz que debate sobre candidato da Frelimo a PR precisa de “impulsos”

A Frelimo tem de dar os “impulsos necessários para este debate” sobre o futuro candidato do partido no poder às eleições presidenciais de 09 de outubro, afirmou Chissano, em declarações ao canal público Televisão de Moçambique.

O antigo chefe de Estado moçambicano (1986-2005) falava à margem da reunião do Comité Central da Frelimo, que se inicia hoje na cidade da Matola.

Trata-se de um “debate nacional, o que vai sair daqui [da reunião do Comité Central], vai provocar muita reflexão” no país.

Armando Guebuza, também antigo chefe de Estado, disse que o tema da escolha do futuro candidato da Frelimo à Presidência da República é incontornável.

“Naturalmente, eu penso que sim”, que vai ser debatido, disse Guebuza, não se alongando sobre o assunto.

O histórico militante da Frelimo Óscar Monteiro exigiu que a sucessão do atual Presidente da República e da Frelimo, Filipe Nyusi, na candidatura à Presidência da República seja incluída na agenda da reunião dos veteranos da organização, que se realizou na quinta-feira.

“Há um elefante nesta sala (…) a sucessão do poder, estamos demasiado atrasados e arriscamos a vitória [nas eleições gerais de outubro próximo], se continuarmos neste caminho”, afirmou Óscar Monteiro.

O militante dirigia-se diretamente ao Presidente da República e da Frelimo, no início da reunião do Conselho Nacional da Associação dos Combatentes de Luta de Libertação Nacional (ACLLIN), um braço político do partido no poder.

Também na quinta-feira, Filipe Nyusi defendeu que a reunião do Comité Central da Frelimo deve ser debatida “sem sensacionalismo”.

“Este não é momento de busca de protagonismo individual que só serve para alimentar debates sensacionalistas”, declarou Filipe Nyusi, durante o discurso de encerramento da reunião da ACLLIN.

A reunião do Comité Central da Frelimo que arranca hoje tem gerado a expetativa de num eventual debate em torno da sucessão de Filipe Nyusi como candidato a Presidente da República nas eleições de outubro.

A agenda anunciada no final da noite de hoje pela Comissão Política do partido para a reunião do Comité Central não faz referência ao debate sobre a sucessão de Nyusi, que está constitucionalmente impedido de voltar a concorrer para a Presidência porque cumpre atualmente o segundo mandato na chefia de Estado, depois de ter sido eleito em 2015 e em 2019.

A Semana com Lusa

5  de Abril de 2024

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Comentários

joão do rosário
28 dias atrás 12 horas atrás

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joão do rosário
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