segunda-feira, 05 outubro 2026

“Cabo Verde na Coraçon” quer combater insegurança alimentar no país e na diáspora

Ângela (ou Ana?) Coutinho, integrante do Grupo de Acção Cívica pela Segurança Alimentar e Nutricional (Gacsa), explicou que esta iniciativa surgiu na sequência da preocupação de diversos cidadãos nacionais afectados com a situação de insegurança e insuficiência alimentar no país, agravada com o início da guerra na Ucrânia, marcada pelo consequente aumento exponencial dos preços dos bens de primeira necessidade.

Em conferência de imprensa, referiu que este “movimento cívico e apartidário”, congrega associações, personalidades e empresas no país e em diversos países da diáspora, com o papel de reforçar e alargar as redes de apoio alimentar directo aos mais vulneráveis em todo o país (idosos com parcos recursos, portadores de deficiência, crianças pequenas de famílias de desempregados e monoparentais, mães solteiras-chefe de família).

O Gacsa, afiançou, constituído a partir da diáspora Boston (EUA), Lisboa (Portugal) e cidades cabo-verdianas da Praia e do Mindelo, pretende, ainda, estender a rede do Banco Alimentar Contra a Fome de Cabo Verde a todo o país, com uma participação mais intensa por parte da Diáspora.

Segundo Ana (ou Ângela) Coutinho, o grupo iniciou há quase um ano um trabalho com vista a juntar organizações em Cabo Verde e na diáspora no sentido de ajudar mais pessoas no arquipélago, enquanto questão de dignidade como comunidade povo, com foco nas 175.844 pessoas que vivem abaixo do limiar da pobreza (segundo dados oficiais).

O grupo, esclareceu, não tem a pretensão de resolver o problema da alimentação em Cabo Verde, mas quis montar um projecto com parceiros sérios, conhecedores da realidade cabo-verdiana como o Banco Alimentar Contra a Fome em Cabo Verde, enquanto instituição com mais tempo, mais eficaz e que atinge mais pessoas.

“Conseguimos uma parceria com a Organização Nacional da Diáspora Solidária (ONDS), uma ONG que existe há mais de 20 anos com sede em São Vicente, juntamos trabalho do Banco Alimentar Contra a Fome de Cabo Verde, Fundação Donana e a Federação das Organizações Cabo-verdiana em Portugal e a Plataforma Cabo Verde e Diáspora, uma ONG, recentemente criada”, explicou.

Esta ONG, frisou, agrupa associações e federações cabo-verdianas no Luxemburgo, França, Portugal, Estados Unidos, Senegal e Holanda com o intuito de ajudar o grupo nesta campanha, de forma a ajudar as famílias, sobretudo grupos focais de Banco Alimentar Contra a Fome.

A presidente da Fundação Donana e do Banco Alimentar Contra a Fome de Cabo Verde, Ana Hopffer Almada, presente na apresentação pública deste projecto, considerou que a campanha “Cabo Verde na Coraçon” chegou na hora certa, alegando que  o Banco Alimentar tem estado, há já algum tempo, a alertar a sociedade cabo-verdiana sobre a problemática da insegurança alimentar aguda.

Disse que trabalha com uma rede de cerca de 30 associações de todas as ilhas e com espírito de transparência e que se tem notado que muitas pessoas em Cabo Verde têm a necessidade da ajuda alimentar.

“Temos todas as estruturas montadas. É uma campanha muito necessária para ajudar o Banco Alimentar no sentido de dar respostas a enorme procura”, realçou, clarificando que só na cidade da Praia beneficiam cerca de 300 pessoas, pelo que acredita que com esta campanha, que contará com o envolvimento da diáspora, mais famílias serão favorecidas.

 

A Semana com Inforpress

08 de março 2024

Colunistas

Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
28 dias atrás 15 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
30 dias atrás 8 horas atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
1 dias atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport