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Controlo Arbovírus: Cabo Verde acolhe reunião da rede de vigilância da África Ocidental “sem casos activos”
A situação epidemiológica no país quanto aos arbovírus é estável e sem casos activos, declarou hoje a coordenadora do Laboratório de Entomologia Médica do INSP, no evento para promover investigação científica e cooperação regional face aos desafios. Em declarações à imprensa à margem da conferência internacional sobre arbovírus, Silvânia Leal afirmou que o evento, que decorre de hoje a sexta-feira, 19, serve para promover a investigação científica e a cooperação regional face aos desafios existentes A conferência decorre sob o tema “Reforço da vigilância entomológica regional no contexto das alterações climáticas, inovação e ação integrada em resposta a ameaças emergentes. “Vivemos uma época em que os desafios são públicos e ultrapassam as fronteiras. Os vectores não conhecem limites geográficos e, por isso, a nossa resposta deve, igualmente, assegurar uma realidade sem fronteiras, baseada na ciência, na preparação e na partilha de conhecimento”, ressaltou. Segundo a especialista, a presença do mosquito Aedes Aaegypti em todas as ilhas de Cabo Verde e o historial de surtos tornam estratégica a participação na Rede de Vigilância de Aedes da África Ocidental (WAASuN), através da qual podem partilhar dados científicos entre os países da região. Ainda na sua declaração, apontou o controlo da dispersão de vectores e agentes patogénicos, provocada pela mobilidade humana e de mercadorias, como um dos temas importantes para debate, tendo chamado a atenção para as alterações climáticas que estão a transformar as condições ambientais e a acelerar a proliferação de mosquitos. Face a esta situação, Silvânia Leal realçou que o Instituto de Saúde Pública (INSP) actua em parceria multissetorial com entidades como o Ministério da Agricultura e Ambiente para responder às mutações ecológicas e criar barreiras eficazes contra as arboviroses. Focando na prevenção doméstica e no mito da água limpa, a entomologista explicou que o Aedes aegypti se reproduz especificamente em água limpa, desmistificando a ideia de que os focos surgem apenas em águas sujas. “Os bidões e recipientes de armazenamento doméstico de água são os principais locais de postura de ovos se não estiverem devidamente fechados”, alertou, afirmando que a prevenção é a melhor arma e que deve começar nas residências, uma vez que a população tem um papel-chave neste combate. Com a aproximação do verão e da época das chuvas, a especialista do INSP reforçou o apelo de que o combate às doenças provocadas pelas arboviroses assenta em gestos simples de responsabilidade individual e coletiva, garantindo que todos os reservatórios de água permaneçam hermeticamente fechados. Concluiu que a situação no país quanto aos arbovírus é estável, não tendo registado, desde Março, nenhum caso de doenças associadas aos vectores. A Semana com Inforpress
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