terça-feira, 29 setembro 2026

Cidades lusófonas têm "muito a aprender com a China" - líder da UCCLA

 A organização realizou hoje uma assembleia-geral em Macau, região chinesa semi-autónoma de língua oficial portuguesa e fundadora da UCCLA.

"A República Popular da China deposita em Macau a sua plataforma para os países de língua portuguesa e, neste caso concreto, para as cidades de língua portuguesa. A China é muito útil e tem muito conhecimento a transmitir. Todos nós temos muito a aprender com a China também", afirmou.

O antigo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, entre 2013 e 2015, destacou também ser preciso melhorar a cooperação entre cidades lusófonas para além dos campos económicos e culturais.

"O que sentimos é que há uma vontade de colaborar ainda mais, de as cidades partilharem conhecimento umas com as outras, para responder melhor às necessidades dos cidadãos", afirmou Ferreira.

O responsável destacou que a comunicação já existe em várias dimensões, "nomeadamente na cultural e na económica", mas que precisa de ser reforçada.

A reunião aprovou diversas moções de condolências pelas tragédias recentes que afetaram cidades em Portugal, Angola, Cabo Verde e Moçambique, e decidiu que a próxima reunião magna da UCCLA será realizada em Guimarães.

À margem da reunião, realiza-se na terça-feira um fórum empresarial subordinado ao tema "Infraestruturas e Cidades Inteligentes", destinado a reforçar a dinâmica económica e comercial da instituição.

Após o encontro, o Governo de Macau organiza uma visita à vizinha Hengqin (ilha da Montanha), zona económica especial gerida em conjunto com as autoridades da província de Guangdong, para explorar oportunidades com empresas do interior da China.

O presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, que participou pela primeira vez numa assembleia da UCCLA, sublinhou à Lusa a importância de projetos comuns e da partilha de experiências entre municípios.

"É fundamental que os municípios tenham consciência do papel e do potencial que têm. Oeiras tem uma experiência muito positiva em matéria de cooperação descentralizada, com vários milhões de euros já aplicados em projetos, e estamos disponíveis para cooperar", afirmou.

Isaltino Morais acrescentou que "enquanto alguns municípios têm experiência mais avançada em determinadas áreas", outros ainda estão a "lutar por infraestruturas básicas", mas que "potenciar estas sinergias pode ser muito positivo para a qualidade de vida das populações".

"Oeiras representa cerca de 10% do PIB [Produto Interno Bruto] português o que nos interessa é tudo o que tenha a ver com desenvolvimento tecnológico, biomedicina, biotecnologias e tecnologias de informação, áreas em que a China tem experiência e capacidade de investimento," destacou.

A UCCLA é uma organização intermunicipal, sem fins lucrativos, que se dedica ao fomento do intercâmbio e da cooperação entre os seus membros em vários domínios.

Constituída em 1985, tem entre as cidades fundadoras Bissau, Lisboa, Luanda, Macau, Maputo, Praia, Rio de Janeiro e São Tomé/Água Grande.

Atualmente, congrega 106 membros, entre os quais 24 efetivos, 44 associados, 28 apoiantes e 10 observadores.

 

A Semana com Notícias ao Minuto/Lusa

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 7 horas atrás

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jcf
25 dias atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 6 horas atrás

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